quinta-feira, 5 de março de 2015

valentia de viver...

A felicidade exige valentia.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
 
Recebi este texto e lembrei, que hoje logo cedo, enquanto levava as meninas para o colégio, agradeci a Deus por poder estar tendo aquele momento com elas.
Ontem, ao falar com a minha mãe pelo telefone, ela disse que não tinha ainda aproveitado, usufruido, direito de nós os seus filhos e que estava decidida a fazê-lo.
Parece de doidos que gastemos tanto tempo em coisas menos importantes, em sentimentos menos nobres e deixemos de aceitar o desafio de sermos felizes.
Acho que além da valentia, precisamos mesmo é de um bom abanão para nos darmos conta de que o tempo está passando, que cada minuto já foi e não volta, que cada dia não aproveitado não tem retorno.
Hoje, voltei a escrever aqui depois de muitas noites longas e dias curtos.
É bom poder voltar para "casa".
É bom jantar com o marido e falar de coisas do dia-a-dia, de olhar nos olhos e ver aquela pessoa ali junto comigo, nem sempre é fácil para o casal ter tempo depois do nascer dos filhos.
É bom poder estar aqui a escrever e depois ter deixado as meninas nas suas camas a dormir sossegadas.
É muito bom estar viva e viver este exato momento da minha vida.
Acho mesmo que tenho muito por agradecer e se não o fizer todos os dias e horas, posso esquecer que a mão de Deus está comigo todos os momentos da minha vida.
Já lembrou de agradecer o dia de hoje ?
Na Sei-cho-Noie eles ensinam a agradecer tudo e todos, dizemos imensos obrigada e como bom orientais sempre com sorrisos nos lábios. Quando os conheci, pensava que todo oriental deveria ser muito feliz, e que nunca deveriam ficar tristes... inocência de criança.
Hoje sei que muitos ali tinham mais motivos para esbravejar do que agradecer, e no entanto... agradeciam pelas pedras no caminho... era sinal de que estavam vivos e de que poderiam evoluir com todas aquelas lições.
Ser valente, é ser pai e mãe que todos os dias saem de casa e precisam de confiar em Deus para guardar suas crianças.
Ser valente é ser filho e ver os pais envelhecerem... a sensação de ganho e perda é grande.
Enfim, ser valente e ser feliz são faces da mesma moeda, não dá para existir uma sem a outra.
Que todos possam ser valentes, com coragem suficiente para escolhermos viver a felicidade.
 
Namastê,
 
Jaqueline Reyes



Escrito por Jaqueline Reyes às 19h38

no que acreditar...


No que acreditar quando procurar uma resposta ?
 
Eu sempre penso que tudo que me acontece tem uma razão maior do que aquela que aparentemente se mostra.
Mas ultimamente pergunto-me um número considerável de vezes : no que acreditar ?
Somos bombardeados por "informações" de todos os tipos, umas mais positivas que outras, temos a nossa própria vida acontecendo num brindar de novidades e acontecimentos, e de repente parece que em algum lugar ou perdemos o nosso rumo ou então algo mudou dentro e talvez fora de nós que ainda não nos demos conta.
Então fica a pergunta:  no que acreditar ?
No rumo e conceitos que dantes eram os "certos" e "verdadeiros" para mim ou naqueles que se apresentam neste momento ?
Se antes era tudo bem, porque a necessidade de mudar ?
Será que a necessidade de mudar vem antes do mudar, ou o mudar vem com a necessidade ?
Para cada lado que me viro ouço ou vejo uma informação diferente e por vezes só se tornam complementares pela sintese que faço das mesmas. Então percebo que ao buscar as "respostas" do lado de fora por vezes trazem mais "conflitos" dos que eu esperava. E segue a mesma questão: no que acreditar ?
Depois de quase um ano de difentes informações internas e externas, complementares ou não, cheguei a conclusão de que por mais perdida que me encontre e por mais clareza que tenha ou perceba nos que cercam, há um momento que só eu posso decidir que rumo dar à tudo isto.
Posso ter empatia pelas "dores" dos outros, os outros podem ter empatia pelas minhas "dores". Mas fato é que só eu vou poder alterar o que quer que seja na minha vida e rumo que quero dar à ela.
Por mais ajuda que procuremos nos outros, nas terapias, nas religiões, nos ensinamentos todos que porventura nos caem nas mãos, há um momento onde teremos que resumir tudo isto numa ação, numa atitude, numa escolha seguida de atitude.
Passei anos da minha vida estudando para poder ajudar as pessoas, querendo ajudar uma em especial, e muitas vezes acredito que completei esta ação, fiz a diferença na vida de algumas pessoas. Mas passei muitos anos me perguntando o que poderia fazer pela pessoa "especial" e a resposta que tinha era de que um dia ela faria a escolha dela e tudo ficaria bem.
Hoje vejo este milagre acontecendo diante dos meus olhos e sou feliz e grata por isto.
Mas muitas foram as vezes em que já não sabia no que acreditar.
Uma vez vi um filme sobre refugiados japoneses que tinham imigrado, e neste filme contavam a estória de uma mulher que passando muita necessidade de todas as ordens, via as suas filhas bebés morrem aos poucos, e perdendo a esperança de poder ajuda-las deixou-as ao longo do caminho. Passado muitos anos, ela se cobrava ter perdido a esperança no futuro daquelas meninas.
Quantas vezes fazemos isto nas nossas relações, nos nossos projetos, com os nossos sonhos, com os nossos filhos, nas nossas relações ?
Há um momento nas nossas vidas, onde só o que apetece é "desaparecer" ou "dormir" até que tudo tenha se resolvido.
Bem é neste momento que estamos na fase do: no que acreditar ?
Hoje, depois de dias tentando encontrar uma solução pacífica para uma situação com a minha filha mais velha, e ter feito milhares de "procuras" e ter encontrado inúmeras "respostas", sei que no que quero acreditar. Mas nem sempre é fácil seguir o que acredito ou no que acredito.
Mas do fundo do meu coração sei que ela só está me ensinando algo sobre eu mesma, sobre no que acreditar.
Se por vezes se achar no ponto de viragem entre no que acreditar e no que fazer, lembra somente de manter a sua fé e esperança naquilo que primeiramente sentiu dentro do seu coração.
Amar é um exercício diário da superação de todas as suas qualidades e transformação de todos os "defeitos" em relação a sua própria vida e o seu caminho.
E isto requer de cada um de nós um ACREDITAR em nós, em Deus... na vida !
Nascemos para sermos e fazermos outros felizes.  Cada pessoa que encontramos está juntamente connosco tecendo o tapete da vida.
Hoje já sei porque da frase : ser mãe é padecer no paraíso...risos... e agradeço a Deus pelas nossas meninas e pela capacidade delas de me ensinarem a ser melhor e a ter mais conhecimento de mim mesma.
Como disse uma vez uma amiga minha sobre o amor : " Eu pensava que amava toda gente, que compreendia e vivia o amor universal. Mas só quando fui mãe é que descobri realmente o que era o amor e a capacidade de dar mesmo quando pensamos que já não temos o que dar. Então percebi que amor universal era aquele que a minha filha estava me ensinando."
Até hoje penso nas verdades desta frase e faço delas minha.
Que todos possamos ser capazes de amar e acreditar, e em especial, que possamos ser capazes de reconhecer os nossos limites e se não pudermos suplanta-los, reconhece-los e trabalha-los de forma consistente e harmoniosa.
 
Sugestão de livros :
Amar é Libertar-se do Medo e Perdoar - Geraldo G.  Jampolsky


Escrito por Jaqueline Reyes às 20h38
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"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é" - Caetano Veloso
 
Ler esta frase ou ouvi-la sempre me fez pensar sobre : Quem sou eu ?
 
Como responder a esta pergunta sem olhar para todo o eu que fui e todo o eu que sonhei ser, ou ainda, ao eu que gostava de ser mas que de todo continuo a fazer o meu melhor para sê-lo.
 
Olhando para o passado vejo que ouveram muitos "eus" dentro de mim que precisaram vir ao de cima para eu poder perceber com maior clareza o eu que gostava de ser. Precisei tropeçar nos meus medos e egos, nas minhas sombras para poder perceber que existiam e que poderiam fazer da minha vida um eterno andar em círculos ou servirem de degraus para os próximos passos em direcção ao que descobri queria ser.
 
O tempo do verbo é mesmo este :"queria". Já que ao longo do caminho fui mudando e mudando e mudando, e as muitas mudanças deram origem ao processo de descascar as várias camadas dos "euzinhos".
 
Ouvi de muitas bocas : pensei que já tinha tratado disto ou isto é assunto resolvido.
 
Ouvi-me dizer as mesmas frases também cada vez que alguém ou algo me fazia defrontar com os padrões que tinha trabalhado tanto para transformar ou largar de vez na esperança deles desaparecerem.
 
Bem, feliz ou infelizmente quando começamos o processo do descascar as camadas dos "euzinhos" é um aprofundar de tudo sempre.
 
Por exemplo, quando queremos trabalhar o perdão começamos por primeiro limpar a "raiva" ou "mágoa" associadas a(s) pessoa(s) ou situação(s).
 
Quando finalmente conseguimos olhar para "aquele(a) tipo" e pensar que ele(a) já não me desperta raiva ou nenhum dos sentimentos "pesados" relacionados a ele anteriormente é o começar de toda uma "revolução" interna e externa.
 
Depois de não "sentirmos" precisamos aprender o processo seguinte que é o da compreensão e compaixão, que nesta fase é conseguir se colocar no lugar do outro e ver tudo através do ponto de vista dele(a). Nem sempre é fácil fazer isto, em especial porque nem sempre temos os mesmos conceitos que o outro(a) tem e que o(a) fez agir de tal forma.
 
Mas quando chegamos neste patamar, começamos a abrir o nosso coração e quanto mais abrimo-nos a isto, mais sentimos compaixão e de repente esta compaixão se transforma em perdão, aceitação... amor.
 
Para cada lição ou acontecimento ou pessoa é um novo desafio de aprender as mesmas lições de distintas maneiras e em graus cada vez mais profundos.
 
É desta maneira que vamos "descascando" as nossas camadas, que vamos nos tornando no que queremos ou sentimos ser a nossa "essência".
 
Por isto aprendemos a todo instante a ser quem desejamos ser, e neste processo muitas vezes vamos de novo nos deparar com os "euzinhos" e nem por isto devemos achar que "evoluímos" pouco. Nada disto, quanto mais os "euzinhos" aparecerem mais firme deve ser a sua vontade de transformar a si mesmo, porque eles só se rebelam quando sentem que estão perdendo terreno, ou seja, estão tendo cada vez menos poder sobre nós "euzinhos".
 
Um dia em fim vamos chegar ao nosso cerne e descobrir o ser lindo que somos todos e que as "sombras" dos "euzinhos" eram necessárias para crescermos e verificarmos que podemos tudo.
 
Por isto, é que somente cada um de nós sabe a própria delícia de ser o que se é.
 
Mesmo que tudo esteja parecendo andar ao contrário do que se quer, acredita que estamos no lugar certo, no momento certo e fazendo o que é suposto estarmos fazendo neste exato momento.
 
Só precisamos de parar um pouco e saber apreciar, validar, o que já fomos, o que somos e todo o trabalho já feito. Depois é seguir o nosso caminho em direção ao que verdadeiramente somos, o nosso : Eu Sou !
 
E lembra somos deuses em ação !
 
Somos tudo o que "acreditarmos" ser e vivemos tudo o que "acreditamos" precisar viver."


Escrito por Jaqueline Reyes às 19h28

viver não dói...


Viver Não Doi...
 
Depois de ler este poema, fiquei pensando nas vezes em que as experiências que escolhi viver foram mais doloridas do que prazerosas.
Naquele tempo se tivesse a consciência de hoje teria me divertido mais com os "nãos", aproveitado mais os "sims" e com certeza não perderia tanto tempo na "dor".
Afinal, tudo passa e nada é para sempre.
E esta afirmação que é tão libertadora hoje, foi no passado uma forma de digamos "auto-defesa". E me pergunto do que precisava me defender. A resposta vem de forma clara e de certa forma "assustadora" : do medo de viver, do medo de que os sonhos realmente se concretizassem (afinal, todos diziam ser difícil, impossível...).
As ilusões que criei baseado no "pré-conceitos" dos adultos a minha volta fizeram com que as minhas escolhas até certa idade correspondessem a estas "verdades".
Já pensou em quantas vezes fez escolhas, tomou decisões baseadas nos "medos" e "pseudo-verdades" de quem conhecia e amava ?
Viver não dói, mas certamente nos faz conhecer a "dor" e depois disto podemos optar por continuar no caminho da "dor" ou trilhar o caminho do "amor".
Haverá sempre mais de uma opção em cada momento de escolha e decisão nas nossas vidas. Nada nunca vem só ou vai só, é a lei da dualidade e complementariedade funcionando no Universo.
Quer acreditemos ou não, quer queiramos ou não, tudo passará por nós e pelas nossas escolhas conscientes ou inconscientes.
Por isto é tão importante conhecer o nosso inconsciente, a nossa sombra e saber tirar o melhor partido dela.
E o mais engraçado nisto tudo é que quando somos crianças, temos plena consciência do todo que somos - da luz e da sombra, do sim e do não...
Por isto existem tantas terapias que tratam da nossa criança interior, o resgate de nós próprios e do nosso eu mais profundo e honesto.
Que a vida possa correr de forma clara e positiva pra cada um de nós.
Que possamos ter sempre a coragem necessária para ir, para viver, para amar, para dar o passo seguinte... e simplesmente seguir vivendo !
 
Namastê,
 
Jaqueline Reyes
 
Viver não dói - (Carlos Drummond de Andrade)

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor ?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projecções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido ?
A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais !!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.


Escrito por Jaqueline Reyes às 08h30

vida...


Sempre temos um momento na vida onde nos damos conta de que ou estamos mesmo no caminho contrário da nossa felicidade ou então já perdemos o discernimento sobre aquilo que verdadeiramente é importante na nossa vida.
É quando nada nos satisfaz e que o tudo é pouco.
"O caminho se faz caminhando", esta é uma frase que quem já fez o Caminho de Santiago certamente ouviu ou leu durante o percurso. E ela traduz aquilo que de alguma maneira este texto abaixo nos quer dizer, queé preciso viver o caminho com prazer, que ser feliz é agora e não algures um dia talvez.
Nem sempre dá muito jeito fazer o que queremos de facto fazer, mas acredite é o melhor que podemos fazer por nós próprios e por todos que estão a sua volta é dar o nosso melhor para a nossa felicidade hoje.
Quando temos quinze anos a felicidade é uma, aos vinte é outra e quanto mais envelhecemos mais nos damos conta de que o momento é agora ou não vai ser.
Se olhar para o passado vejo que desperdicei muitas oportunidades de ser feliz, pelos motivos mais rebuscados que a minha mente poderia criar na altura. A morte do meu pai aos vinte anos me fez acordar para as "perdas", que não havia garantias do dito "amanhã".
O único momento de que dispomos para ser feliz é agora, por isto vale mesmo a pena investir no que nos realiza hoje.
Ao adiar a nossa vida estamos também adiar a vida dos outros, pense nisto e reveja as suas prioridades.
Passe a dedicar pelo menos uma hora por semana para você, e pouco a pouco vá aumentando o tempo que investe em você e no que o faz feliz.
Assim quando menos esperar ser feliz será algo de todos os momentos.
Quanto mais pessoas felizes no mundo menos pobreza física, emocional, mental e espiritual haverá.
Que cada um de nós possa ser feliz hoje !
 
Namastê,
 
Jaqueline Reyes
 
A VIDA
Por muito tempo eu pensei que a minha vida  ia se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho.
Algo a ser ultrapassado, antes de começar a viver.
Um trabalho não terminado.
Uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade!
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar.
Especial o suficiente para passar seu tempo.
E lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar....
Até que você termine a faculdade...
Até que você volte para a faculdade...
Até que você perca cinco quilos...
Até que você ganhe cinco quilos...
Até que você tenha tido seus filhos...
Até que seus filhos tenham saído de casa...
Até que você se case...
Até que você se divorcie...
Até sexta à noite...
Até segunda de manhã...
Até que você tenha comprado um carro ou uma casa novos...
Até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos...
Até o próximo verão, primavera, outono, inverno...
Até que você esteja aposentado...
Até que a sua música toque...
Até que você tenha terminado seu drink...
Até que você esteja sóbrio de novo...
Até que você morra...
E decida que não há hora melhor para ser feliz do que
AGORA MESMO....
Lembre-se: "Felicidade é uma viagem, não um destino!!!"
ALFRED HENFILL

Sugestão de leitura sobre o tema :
 
Descobrindo a Alegria - Sally Redfield
Um minuto - Og Mandino


Escrito por Jaqueline Reyes às 20h07

Quando Aprofundar e Quando Terminar um Relacionamento - Osho


Quando Aprofundar e Quando Terminar  um Relacionamento - Osho

" O crescimento é doloroso porque você evitou mil e uma dores em sua vida."

"A profundidade do amor não tem nada a ver com uma pessoa ou duas pessoas. A profundidade do amor certamente tem a ver com que você deva permanecer sempre no amor. Isto traz profundidade. Agora, por exemplo, você ama um homem ou uma mulher. Por alguns dias, as coisas são realmente fantásticas, as coisas acontecem de uma maneira linda. E então, naturalmente, as coisas começam a ficar chatas. Não há nada de errado nisso, é apenas o próprio curso da natureza. Você se torna acostumado com a mulher, com o seu jeito; ela se torna acostumada com você, com o seu jeito, o seu estilo de vida - e quando tudo é conhecido e não há nada mais de surpreendente, como o relacionamento pode continuar fantástico? A maravilha começa a desaparecer, as coisas se acomodam, tornam-se mundanas, quotidianas, comuns. Isto é o que comumente acontece.

Agora você pode continuar a viver com o homem ou com a mulher com a idéia de que, se você mudar de homem ou de mulher, o amor jamais acontecerá profundamente. Mas o amor não irá se aprofundar de qualquer maneira, o amor está se tornando cada dia mais raso. Mais cedo ou mais tarde, você começará a achar que o outro estará sempre aí. Não haverá mais alegria na presença do outro, não ficará excitado com a presença do outro. Pode continuar se apegando...

Mas se você se apegar muito, então ninguém vai ficar com você, porque ninguém quer uma prisão, ninguém quer que você se torne um par de algemas. Quanto mais você se apega, mais o relacionamento se torna feio. Primeiro, ele perde a alegria, perde todo o charme, perde todo o magnetismo, então começa a se tornar doente, patológico.

Eu chamo um relacionamento de patológico quando você está se apegando apenas pelo propósito de se apegar, não há nada mais a que se apegar. Você está se apegando apenas porque está com medo de perder, com medo de mudar, com medo de se mover para um novo relacionamento. Porque o novo... Quem sabe o que irá acontecer? Onde irá levar? O novo é perigoso porque o novo ainda não é familiar. O velho é familiar, ajustado; existe uma certa segurança, um conforto, uma conveniência. Quando você começa a se apegar pelo propósito de se apegar, então é patológico, é feio; não irá trazer nenhuma profundeza no seu relacionamento. Toda a profundeza irá desaparecer.

Agora, não estou dizendo que, se você está com uma pessoa - com um homem ou uma mulher - e as coisas ainda estão crescendo, mude. Não estou dizendo isso. Não me entenda mal. Existem algumas poucas pessoas que são sensíveis e que continuam descobrindo alguma coisa nova todos os dias. Existem pessoas que são tão estéticas que jamais sentem que as coisas se acabam. A sensibilidade delas, a intensidade delas, a paixão delas continua trazendo novas profundezas. Então está
perfeitamente bem.

O meu critério é: se um relacionamento está crescendo com profundidade, é perfeitamente bom. Mas se não estiver crescendo, se não estiver se aprofundando, se a intimidade não estiver mais crescendo; tudo parou e você está simplesmente estagnado porque não sabe como deixar e como dizer adeus, então você está destruindo a sua capacidade de amar. É melhor mudar, trocar de parceiro, do que destruir o amor - porque o amor é o objetivo, não o parceiro. Você ama uma pessoa, não pela pessoa, você ama a pessoa pelo amor.

O amor é o objetivo. Então, se não estiver acontecendo com essa pessoa, deixe acontecer com outra pessoa, mas deixe acontecer! Permite uma continuidade. Esta continuidade, este fluxo de amor constantemente acontecendo, irá levá-lo mais profundamente nele, irá trazer profundidade, irá trazer novas dimensões, irá trazer novas realizações.

Então, lembre-se, se estiver bom com uma pessoa... e por "bom" não quero dizer o que comumente significa quando alguém diz "Eles são um bom casal" ou "Muito legal." Não quero dizer isso; essas palavras apenas ocultam fatos. Mas um relacionamento realmente bonito não é apenas legal; ele é fantástico! Nunca se acomode por menos que isso. Somente um relacionamento fantástico pode trazer profundeza. Se não estiver acontecendo, seja corajoso o suficiente para dizer adeus - sem nenhuma reclamação, sem rancor, sem raiva. O que você pode fazer? Se não estiver acontecendo, não está acontecendo."
Este texto é para pensarmos um pouco sobre o que andamos a fazer com as nossas relações.
Um dia conversava eu com o meu irmão e ele perguntou-me sobre o que fazia ou não uma relação resultar, e sem pensar muito respondi que era o fato de ambos trabalharem pela relação e estarem a caminhar para o mesmo lado. Quando um só alimenta a relação, ela  já está "morta" e pouco há para fazer.
O amor acontece ou não acontece.
Que o amor seja sempre a ponte que une.
Namastê,
 
Jaqueline Reyes
 
Sugestão de leitura sobre o tema:
Mulheres que amam demais -
Amor, Relacionamento e Solidão - Osho
 


Escrito por Jaqueline Reyes às 15h56

relações e pensamentos...


 
Amor  - Alma Gêmea

Eu fico impressionada com a busca incessante das pessoas pelo que denominamos em português como Alma Gêmea.
Em inglês existem duas expressões Soul Mate e Twin Soul, nós perdemos na tradução para o nosso idioma a subtil diferença entre uma coisa e outra. Embora ambas sejam importantes é preciso compreende-las para passarmos a compreender melhor as relações de amor.
Soul mate é mesmo encontro de almas, ou seja são seres que provem da mesma alma grupo e que se encontram para através de uma relação emocional (amor) possam um ajudar ao outro na sua evolução. Estes encontros resultam em relações estáveis, de companheirismo, aceitação, apoio mútuo...é como um rio de águas calmas, mas profundas. Há nestes seres uma semelhança de vida, de pensamentos, ideias, sentimentos que os unem de maneira delicada e forte. É a sensação do porto seguro... podemos encontrar as mesmas soul mates em mais de uma vida, afinal são nossos amigos do peito. Amar os amigos é por vezes mais fácil do que amar a nossa dita alma gêmea.
Twin soul é o encontro das almas gêmeas, da nossa parte masculina ou femenina, de parte de nós mesmos. São encontros fortes que com certeza modificam a nossa forma de ser, estar e amar. Nem sempre são relações fáceis apesar de toda gama de sentimentos que despertam e por isto mesmo, são relações que de certa maneira ansiamos e tememos. É importante lembrar que é uma parte de nós mas não somos nós ali do outro lado. Isto faz com que os conceitos que até então tínhamos de que seria uma relação tipo "sombra e água fresca", de que tudo seria lindo e maravilhoso vá por água abaixo mais rápido do que pensamos. Até porque nestes encontros não se pensa muito, e quando o fazemos, o medo vem com uma facilidade impressionante toldando toda e qualquer tipo de clareza.
Quem já encontrou a sua alma gêmea sabe do que falo, é uma relação de tantos altos e baixos, que mais parece uma montanha russa com carrinho "desgovernado"... então muitas vezes opta-se por não viver esta experiência.
Sim, muitas vezes as almas gêmeas encontram-se em pontos distintos do caminho, e por qualquer que seja o "motivo", um acaba por "desistir" e isto também é uma lição de amor para ambos: amar e deixar ir.
É preciso compreender que mais importante que encontrar a nossa alma gêmea, é encontrar o nosso companheiro ideal de vida, desta vida. É sermos felizes aqui e agora de uma forma harmoniosa, porque através da harmonia todos crescemos e ajudamos crescer.
A nossa alma gêmea sempre vai estar a nossa espera, não partimos desta dimensão sem ela...é nosso objectivo final retornar a Unidade. É esta certeza que move-nos a nível do espírito.
Outras perguntas que se levantam sobre as almas gêmeas é se podem ser nossos filhos, amigos ou estar no mesmo sexo...eu acredito que a nossa alma gêmea vem no sexo complementar, agora os companheiros de alma este podem vir de muitas maneiras em nossas vidas.
E de repente vocês podem perguntarem se já encontraram a alma gêmea.  É bem possível, mas e daí ?
Lembra que o importante é ser feliz já e com que está ao nosso lado.É um desperdício de energia e tempo ficarmos presos a uma busca incessante...e repetindo o Osho, a árvore é feliz e nem por isto corre atraz da própria felicidade, porque ela sabe que o Universo fornece tudo para ela ser feliz.
Desejo de coração um dia de amor para todos.

Sugestão de livros sobre o tema :
Só o Amor é Real – Brian Weiss
Uma lágrima e um sorriso – Kahlil Gibran


Escrito por Jaqueline Reyes às 14h13
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"O Mito da Caverna - Diálogo - A República de Platão.

Imaginemos homens que vivam numa caverna cuja entrada se abre para a luz em toda a sua largura, com um amplo saguão de acesso.
Imaginemos que esta caverna seja habitada, e seus habitantes tenham as pernas e o pescoço amarrados de tal modo que não possam mudar de posição e tenham de olhar apenas para o fundo da caverna, onde há uma parede.
Imaginemos ainda que, bem em frente da entrada da caverna, exista um pequeno muro da altura de um homem e que, por trás desse muro, se movam homens carregando sobre os ombros estátuas trabalhadas em pedra e madeira, representando os mais diversos tipos de coisas.
Imaginemos também que, por lá, no alto, brilhe o sol.
Finalmente, imaginemos que a caverna produza ecos e que os homens que passam por trás do muro estejam falando de modo que suas vozes ecoem no fundo da caverna.
Se fosse assim, certamente os habitantes da caverna nada poderiam ver além das sombras das pequenas estátuas projetadas no fundo da caverna e ouviriam apenas o eco das vozes. Entretanto, por nunca terem visto outra coisa, eles acreditariam que aquelas sombras, que eram cópias imperfeitas de objetos reais, eram a única e verdadeira realidade e que o eco das vozes seriam o som real das vozes emitidas pelas sombras.
Suponhamos, agora, que um daqueles habitantes consiga se soltar das correntes que o prendem. Com muita dificuldade e sentindo-se frequentemente tonto, ele se voltaria para a luz e começaria a subir até a entrada da caverna. Com muita dificuldade e sentindo-se perdido, ele começaria a se habituar à nova visão com a qual se deparava. Habituando os olhos e os ouvidos, ele veria as estatuetas moverem-se por sobre o muro e, após formular inúmera hipóteses, por fim compreenderia que elas possuem mais detalhes e são muito mais belas que as sombras que antes via na caverna, e que agora lhes parece algo irreal ou limitado.
Suponhamos que alguém o traga para o outro lado do muro.
Primeiramente ele ficaria ofuscado e amedrontado pelo excesso de luz; depois, habituando-se, veria as várias coisas em si mesmas; e, por último, veria a própria luz do sol refletida em todas as coisas. Compreenderia, então,que estas e somente estas coisas seriam a realidade e que o sol seria a causa de todas as outras coisas.
Mas ele se entristeceria se seus companheiros da caverna ficassem ainda em sua obscura ignorância acerca das causas últimas das coisas. Assim, ele, por amor, voltaria à caverna a fim de libertar seus irmãos do julgo da ignorância e dos grilhões que os prendiam. Mas, quando volta, ele é recebido como um louco que não reconhece ou não mais se adpata à realidade que eles pensam ser a verdadeira: a realidade das sombras. E, então, eles o desprezariam..."
 
Toda vez que leio este texto ele me diz algo de "novo" sobre um tema que para mim é sempre actual : a descoberta das nossas "verdades" ou da "verdade".
Crescer vai implicar sair da caverna, rasgar o véu de maia, quebrar com as nossas "mentiras", quebrar com os nossos pré-conceitos ou ideias pré-concebidas ou com conceitos que vivemos mais que em verdade não foram formados por nós.
E para tomar esta atitude precisamos de coragem. Esta qualidade fornece o sustentáculo para os passos que se fazem necessários a seguir, como o confiar, acreditar, transformar, ceder, aceitar, amar...
E tudo isto acaba por passar pelo teste do "julgamento", os primeiros a nos submeterem a isto são os que estão próximos de nós e com os quais temos uma relação afetiva, e exatamente porque amamos uns aos outros fica mais difícil aceitar da parte de quem resolver sair da caverna a transformação.
Quando verificamos a transformação no outro, começamos a nos perguntar, conscientemente ou não, quando tomaremos a mesma atitude em nossas vidas, já que o mito do "impossível" e do "difícil" cai por terra.
Toda vez que vejo alguém se transformando, tal e qual a borboleta que sai do casulo, percebo que há mais em mim para ser transformado e preciso de trabalhar isto ou aquilo...por vezes parece que não vai haver "fim".
E se pensar bem, não há mesmo o tal "fim", já que haverá sempre algo para melhorar, para curar, para aprender e para viver.
E neste caminho nem sempre os que estão perto de nós serão capazes de viver com as nossas transformações, e por isto mesmo o Universo se encarrega de nos trazer outros companheiros de jornada.
Que possamos sempre ter a coragem de "sair da caverna" e viver.
 
Namastê,
 
Jaqueline Reyes


Escrito por Jaqueline Reyes às 20h45
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Perdão

"O que precisamos de perdoar nos outros, pode ser algo que precisamos de curar em nós mesmos."

Sempre é tempo para pensarmos em aceitação, e fazermos uma “revisão” do que andamos fazendo ao longo dos anos, dias...ao longo da nossa vida.
A aceitação vai implicar em perdão, perdoar a nós próprios por nossas opções, nossas "falhas", nossas "expectativas"...nosso "mal humor", "falta de paciência"...por aquelas respostas atravessadas que damos de vez em quando.
Acertar na vida, no dia a dia, é uma tarefa de deuses. Sei que somos deuses em acção, mas uns deuses ainda muito terrenos, com milhares de "ses", com "medos" injustificados ou não perante o desconhecido, já que nada nos permite ter a "certeza".
Enfim, falar de amor, aceitação...vai dar no perdão.
E pensando sobre o perdão, me perguntei quanto no meu caminho eu "feri" conscientemente ou não, com a anuência ou não do outro, já que uma acção sempre origina uma re-acção e vice-versa.
Refleti e cheguei a conclusão de que não importavam mais quais as pessoas ou os motivos para ter criado uma relação de "dor" e uma ligação kármica.
Importava sim o que ando fazendo para alterar isto, e sei por experiência que a oração do perdão, a chama violeta e o Reiki podem e muito alterar estas situações só é preciso começar a fazer.
E claro que para além disto, a consciência dos nossos actos passados acabam por modificar as nossas posturas diante da vida.
Ninguém "erra" ou "acerta" só, mas cabe a cada um de nós tomar uma atitude para não gerarmos mais relações conflituosas.
A paz começa no coração de cada um.             
Que todos possamos amar e perdoar.
Que todos possamos olhar para trás e não nos arrependermos do que fizemos, mas aceitar que houveram escolhas, caminhos menos positivos, mas graças a estas opções
somos hoje melhores e melhores.
Namastê,

Jaqueline Reyes

 “Oração do Perdão

Eu lhe perdoei e você me perdoou, eu e você somos só perante Deus.
Eu o(a)  amo e você me ama também, eu e você somos um só perante Deus.
Eu lhe agradeço e você me agradece.
Obrigado, Obrigado, Obrigado...
Não existe mais nenhum ressentimento entre nós.
Oro sinceramente pela sua felicidade.
Seja cada vez mais feliz...
Deus o perdoa, portanto eu também o perdôo.
Eu perdoei a todas as pessoas.
Eu acolho todas elas com o amor de Deus.
Da mesma forma Deus me perdoa os erros e acolhe-me com o seu imenso amor."

Sugestão de livros sobre o tema :
Perdoar a melhor de todas as curas  - JAMPOLSKY, GERALD G
Perdoar faz bem ao coração - MORROW, CAROL
Saber Perdoar - SCHELL, DAVID W.
Eu Sou o Poder da Mente – Aldina Rocha


Escrito por Jaqueline Reyes às 08h31
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Julgamento e Amor - parte I

Como falar de amor e de não julgamento ?
Sinceramente eu como todos nós, trabalho e muito o amor e o não julgamento, e isto não faz com que eu deixe de pensar e analisar tudo e todos.
Se Deus me deu um corpo mental eu tenho que fazer uso dele, mas fazer uso dele e não ser usada por ele. A diferença parece pequena mas é grande o suficiente para eu entender o poder que ele tem e teve sobre as minhas escolhas e os meus caminhos.
Como aprender a amar sem julgar ?
Ame e julge, depois ame, depois julge, depois ame sem julgar.
Amar e julgar é gostar de alguém e ver os seus "defeitos" e tentar o tempo todo corrigi-los. Estressamos todos e os resultados são infimos se é que existem ou conseguem ser duradouros.
Ninguém muda, as pessoas podem, se querem profundamente transformar determinados medos, padrões de comportamento e pensamento, mas elas precisam querer trabalhar por isto e isto acontece de dentro para fora.
Ou seja, não é porque eu falo milhões de vezes a mesma coisa que alguém a transforma.
Até porque muitas vezes de tanto ouvir o mesmo, a pessoa cria uma resistência, consciente ou não, e simplesmente lhe passa ao largo o que quer que se diga de novo sobre o mesmo assunto.
Amar é dar todo o teu melhor e simplesmente deixar ir, seja o que for, seja como for...está tudo bem. Sentir isto é como estar apaixonada e só ver o belo de tudo, todos os grandes e pequenos amores começam pela paixão cega e algum tempo depois lá estão os olhos bem abertos e a crítica (o plexo solar) também.
Por isto mesmo amar é um trabalho de todas as horas.
No filme Love Story o actor principal dizia que amar é nunca ter que pedir perdão.
Passei tempo para assimilar esta frase, porque ao bem da verdade estamos constantemente pedindo desculpas para quem amamos ou ainda desculpando quem amamos, mas já se perguntou porque disto ?
É que no afã de amar, deixamo-nos envolver pelas nossas "ilusões" e "expectativas" , claro que vamos sem querer "cobrar" e...
Perdoar é amar e aceitar que o outro faz as escolhas deles e que vamos estar ali amando e com os braços abertos para o receber sempre.
Quem sabe o que é melhor para o outro, quem sabe melhor do que nós próprios o que é o melhor para nós ?
Sendo assim, perdoar está mais do que intrinsecamente relacionado ao amor, perdoar é o próprio acto de amar.
E começamos por perdoar a nós próprios pelas nossas "cobranças".
Julgar, é como estar diante do espelho e dizer para si mesmo, a minha boca poderia ser maior ou menor, os meus peitos poderiam ser do tipo... ou seja, tudo precisa ser "mudado". Quando julgamos alguém estamos julgado a nós próprios e pelos conceitos que nem sempre fomos nós que os criamos. Ou seja, estamos assumindo o papel de donos da verdade, verdade esta que desconhecemos pois só estamos repetindo o que passamos a vida a ouvir, e quem não se encaixar nos "tijolos" está fora, precisa ser mudado. E quando mudamos algo ou alguém descaracterizamos o que nos atraiu até ela. Mudar de acordo com conceitos dos outros é pintar sobre uma tela original de um grande pintor e ainda achar que está lindo. Julgar é o "crime" perfeito, sempre tem alguém errado e alguém correcto, há uma pena a ser paga e uma grande sensação de vazio...tudo está "errado" !



Escrito por Jaqueline Reyes às 07h44
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Julgamento e Amor - parte II

Julgar é o avesso do compreender, é a sombra da compaixão.
Quando percebemos que o julgar é a sombra da compreensão, conseguimos finalmente amar sem qualquer julgamento. O amor compreende tudo e todos.
Todos os dias vão nos surgir experiências para vivermos o amor na sua totalidade, e para isto vamos ter que passar pelas sombras todas até encontrar a luz de toda energia.
Jesus como todo ser humano também precisou aprender a luz das energias, o contrário dele foi Bahabas, que numerologicamente vieram com as mesmas energias, um deu para a sombra e outro para a luz. Cada um fez a sua escolha de como viver determinada energia, por isto precisamos do nosso corpo mental, para pensar, discernir e escolher.
Sugiro que comecemos por dar amor seja a quem for e mesmo quando venha o julgamento, paremos e olhemos para a nossa mente e digamos pra ela : ok, vamos lá ver isto pela positiva e deixar as sombras de lado, já não precisamos mais delas.
Quando encontrar pessoas que pensem ou ajam distintamente, simplesmente reconheçamos isto e tudo bem, nada é melhor ou pior, tudo é uma questão de escolha e amor.
Todos estamos aqui para viver uma experiência, mas não somos a experiência...estamos para além dela. Somos deuses em acção !
Relaxar, sair e desfrutar da vida...saborear a vida e ver como o amor brota em tudo.
É engraçado como as lições de amor são lindas, mas precisamos de olhar para elas com amor e compaixão. Do contrário...vamos estar sempre na busca, nos "ses" e cobranças, julgamentos...relações de "dor".
Que os nossos dias sejam repletos do mais puro amor, daqueles beijos doces de boa noite, abraços de tipo que bom te ver, carinhos singelos como o passar os dedos pelos cabelos, de olhares de estou aqui ao seu lado seja para o que for.

Sugestão de leitura sobre o tema :
Mulheres que amam demais – Robin Norwood
Amor, Relacionamento e Solidão – Osho
Uma lágrima e um sorriso e O Profeta – Kahlil Gibran
Relações Pessoais –Neale Donald Walsh

escrever é uma necessidade... partilhar é um compromisso...

RESPONSABILIDADE E COMPROMISSO.

Quando aprendemos algo e não usamos, estamos comprometendo a nós e também aos outros e deixamos de viver a RESPONSABILIDADE sobre o saber que  adquirimos e faltamos com o COMPROMISSO assumido, consciente ou inconscientemente, com o nosso próximo.
Não precisamos ir longe, podemos simplesmente olhar para o dia de hoje e numa análise breve pensar se correspondemos a responsabilidade que assumimos com quem amamos de os amar, com o trabalho de trabalhar, com os  livros de os lêr, com os amigos de estarmos ali.
Toda gente fala de amor universal, mas quero saber quantos de nós já pegou no telefone hoje e ligou para a mãe e/ou o pai, ou para o filho (a), para o amigo(a) para saber como ele está. E aqui não é preciso amor universal, é amor filial, fraternal...algo muito básico dentro da linha de amor.
Como podemos querer "crescer", evoluir se não conseguimos fazer o mais primordial do caminho que é ser responsável para com o amor que recebemos e responder aos compromissos assumidos com os nossos pais, filhos, amigos...com a vida ?
Eu conheço imensa gente que me fala sobre espiritualidade e liberdade, e que no entanto fazem coisas que até "Deus" dúvida nas suas vidas  pessoais, que não ligam para os seus filhos, que não ligam para os seus pais, que simplesmente negam qualquer possibilidade de credibilidade.
Não estou julgando, só constato que evoluir não é fácil, e que a "ignorância" por vezes seria mais benéfica à grande maioria das pessoas que estão batendo com a mão no peito proclamando o seu grau de espiritualidade.
Conheço pessoas que não possuem conhecimento de nada, mas que realizam verdadeiras "Obras Divinas" no que tange ao compromissos que assumem com os seus, e fazem com amor e um alto sentido de responsabilidade, e mais são felizes em seus "afazeres".
Quando observo um pai ou uma mãe dando a sua atenção plena para o seu filho, sinto todo o amor, compromisso, confiança que ali circula.
A maternidade me trouxe um aprendizado muito maior que algum dia poderia pensar : o compromisso de amar e nunca desistir.
Por isto existem tantos movimentos de pais em busca de seus filhos, de pais que procuram por ajuda para os seus filhos, por isto existem movimentos como as Ongs que procuram através de atitudes responsáveis criar compromissos, elos, comuns à sociedade que pertencem com um objectivo comum : o bem do seu próximo.
É tão mais fácil muitas vezes simplesmente "abrir" mão de tudo e assumir o papel do "tentei mas..."
Dificil é assumir a responsabilidade e o compromisso com as pessoas que estão na nossa vida, com as tarefas que estão no nosso dia-a-dia, com as escolhas que fazemos.
Há muita gente que pensa que espiritualidade é evasão do mundo, é o "fugir" da "maldade" humana, do mundano...
Espiritualidade é acordar todos os dias e tomar o pequeno almoço agradecendo pela vida, é olhar o companheiro dormindo e pensar obrigada meu Deus por esta pessoa na minha vida, é ter preguiça e mesmo assim encontrar forças para ir "a luta". É preparar a comida, limpar a casa, é descansar olhando o sol nascer, é rir até doer a barriga...
Em nenhuma religião está escrito que a pessoa espiritual precisa de "abandonar" o filho, o pai/mãe, de ser "pobrezinho", de "largar" o emprego e ir para o fim do mundo seguir o seu "guru".
Deus através dos seus mensageiros sempre aplicou leis de conduta sérias e responsáveis, sempre reforçou o compromisso, e para podermos viver isto, precisamos de estar na vida. Ou seja, precisamos viver a nossa vida como um todo : físico, emocional, mental e espiritual.
Eu aprendi que por mais amor que se tenha na vida, por mais amor que se diga ter por alguém se  não agir com responsabilidade e compromisso, todo o sentimento é em verdade uma balela.
Um amor, um caminho, uma escolha não pode em última análise sobrepor-se aos compromissos assumidos anteriormente de modo a criar o caos na vida de quem se diz amar.
As vezes em que tomei este caminho, aprendi a duras penas que as pessoas que magoei sofreram, mas eu iria sofrer muito mais com a minha busca do "perdão", porque teria que primeiro perdoar a mim mesma.
Que cada um de nós possa viver as mais altas expressões do amor : responsabilidade e compromisso, de maneira suave e feliz com tudo e todos.
Sugestão de leitura sobre o tema :
Doutrina Espirita - Allan Kardec
Só o Amor é Real - Brian Weiss
Em Busca do Perdão - James Van Praagh


Escrito por Jaqueline Reyes às 09h19
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Metades

De quantas metades somos feitos ?
De quantas metades precisamos para dar os passos necessários a nossa
felicidade ?
Por quanto tempo ainda vamos viver nas metades ?
Se somos feitos de polaridades é porque podemos vive-las sem que isto
signifique subjugar uma em função da outra. Pois ambas são necessárias à
nossa totalidade.
Experimente simplesmente seguir o caminho do meio e ser : Eu Sou
Masculino e Feminino ! Eu Sou Caça e Caçador ! Eu Sou Alegria e dor ! Eu
Sou...  tudo o que desejar Ser.
Quando assumimos que somos  “bom” e “mal”, “claro” e “escuro”, que temos dentro de nós sentimentos de “amor” e “ódio” nos libertamos de paradigmas que nos “obrigam” a sermos “certinhos”, de correspondermos as expectativas de todos e deixando as nossas para um outro dia, uma outra oportunidade.
Ser inteiro, integro com tudo o que se é, precisa de treino diário, de observação constante do que nos motiva para cada acção nossa.
Há muitos cursos e terapias que nos orientam, auxiliam, neste encontro do Eu, do ser quem somos, e que por vezes permanece escondido até mesmo de nós.
Só participar de um curso ou ir para uma terapia também não vai ser a “solução” de todos os “problemas”, mas é o despertar para consciência do ser que você é ou pode vir a ser se trabalhar profunda e regularmente em si próprio.
Eu sempre fico “receosa” com cursos e profissionais que assumem ser aquele método o melhor de todos, o único  capaz de resolver tudo.
Qualquer que seja o método ou o terapeuta é preciso sempre considerar que é a sua vida, e que você deve ser o único a geri-la. Dar o poder sobre a sua vida para quem quer que seja é a via mais rápida para a decepção e a dependência. Decepção porque todas as pessoas são falíveis e só você sabe realmente o que é melhor para si. Dependência porque ao se habituar as “muletas” elas começam a fazer parte de você, apesar de ser exterior a sua pessoa, e cada vez que algo correr menos bem você vai correr para as “muletas”.
Todos os cursos e terapias positivas são integrativas, somam-se entre si e apoiam-se com o intuito de auxiliar a pessoa a encontrar o estado ideal de saúde, bem estar e harmonia o mais depressa e da melhor forma possível.
Duvide sempre de cursos e terapias que “abominam” as demais, um médico, um terapeuta, um psicoterapeuta, um homeopata, um acupuntor, um osteopata enfim todos são importantes. Cada um destes profissionais estudou para auxiliar na saúde de terceiros de forma integral e juntos formam a sinergia necessária para dar todo o apoio necessário no processo de “cura”.
Hoje em dia é muito comum, e bastante positivo, a actuação conjunta de diferentes profissionais e com isto todos ganham em especial o “paciente”. Vemos isto em muitos países como França, Inglaterra, Espanha, Brasil, Canadá e começa a acontecer em Portugal.
Viver de forma inteira significa trabalhar-se de forma a integrar os quatro aspectos do nosso ser : físico, emocional, mental e espiritual.
Cada um dos nossos corpos tem uma função específica para nos auxiliar a estarmos aqui da melhor forma possível. Para viver o equilíbrio é necessário estar em equilíbrio física, emocional, mental e espiritualmente. Ou seja, precisamos alimentar e viver todas estas áreas em nossas vidas diariamente.
Não basta estar na vida é preciso viver a vida e dar o seu melhor neste processo.
Quando você se decidir a deixar de ser “metade”, de certeza vai encontrar o seu caminho para a unicidade e a realização.
Porque a vida é um presente e merece ser vivida como tal, busque ser feliz !

Sugestão de cursos sobre o tema :
Bioconsciência – www.bioatividades.com
Corpo Espelho – www.healer.ch
Método Luise Hay – www.paulapatricia.com


Escrito por Jaqueline Reyes às 09h47
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Sincronismo

Muito se falou e se fala sobre isto, mas do que na verdade consiste este facto ?
Sincronismo no dicionário é : relação entre factos sincrónicos; simultaneidade; coincidência de datas.
O psicólogo suíço e antigo discípulo de Freud, Carl Gustav Jung, interessava-se pelos ensinamentos da alquimia e da astrologia, especialmente nas últimas etapas da sua carreira. As revelações resultantes podem ser encontradas na sua Psicologia Analítica.
O conceito de sincronismo vai para além das explicações puramente causais do mundo – que ainda é o domínio das nossas ciências naturais. Jung argumenta que acontecimentos que ocorrem sincronizados (isto é, ao mesmo tempo) não têm necessariamente de estar relacionados causalmente. Poderá existir, no entanto, uma importante ligação entre eles.
A primeira vez que ouvi sobre o tema foi através de um livro que me veio parar nas mãos através de uma acção de sincronismo que o Universo me presenteou e que passo a escrever.
Estava eu na sala da gerência geral de um hotel onde na época trabalhava, quando entra pela sala a dentro um jovem americano de origem portuguesa que dispara falar que havia sido roubado no hotel. De repente ele começa a olhar para a minha secretária e ao ver as pedras e cristais que tinha sobre a mesma diz-me do nada : você precisa ler um livro que acaba de ser lançado nos USA.
Escreve o nome  num papel e vai-se embora sem apresentar queixa alguma sobre o que havia sido lhe tirado do quarto no hotel.
Passam-se alguns meses eu viajo para São Paulo a convite de uma empresa e durante um intervalo nas reuniões do dia fui caminhar para espairecer e encontro uma livraria enorme numas quadras próximas dali.
Eu que adoro ler, entro, compro uns livros e vou embora. Volto a caminhar e simplesmente perco-me, quando vejo, estou de novo em frente a livraria. Entro novamente e compro mais uns livros. Saí, voltei a caminhar e voltei a perder-me. Já estava eu pensando em ligar para a empresa e pedir que me ajudassem, quando olho e vejo a livraria e na vitrine dela o livro que o hospede do hotel havia me indicado.
Ao ler o livro entendi o que havia se passado e comecei a tomar mais atenção nas acções chamadas de “coincidências”.
O Universo tem muitas e diferentes maneiras de organizar acções para que o que precisa acontecer, aconteça.
Há inúmeros exemplos simples de sincronismo, como pensar em alguém e logo depois encontrar a pessoa num local qualquer, ou a mesma pessoa ligar porque havia pensado em você.
O sincronismo normalmente acontece quando estamos no caminho “certo”. É uma forma de facilitar o nosso percurso no atingir dos nossos objectivos, no realizar dos nossos sonhos.
Partindo do princípio que nada é por acaso, o sincronismo é a chave para as realizações.
Toda vez que nos tornamos conscientes desta chave facilitamos a nossa própria vida, porque seguimos o fluir das energias e não desperdiçamos nem tempo e nem esforço em situações que simplesmente não vão dar em nada.
Mas como podemos saber quando é que está acontecendo sincronismo e quando não ?
Honestamente acho que cada um desenvolve uma maneira particular de conhecer e reconhecer estas acções na própria vida.
Eu aprendi que quando é para ser, tudo flui natural e facilmente. Se eu tiver que me esforçar demasiado para algo acontecer, paro e medito sobre a real importância do objectivo pelo qual estou labutando.
Algumas vezes, a principal lição a aprender sobre a situação é o desapego.
Estar demasiado apegado a um objectivo  pode gerar ao invés de sincronismo, obstáculos que dificultam o realizar do sonhos e geram tensões a todos os níveis.
Já aconteceu de você querer tanto uma coisa, e fazer de tudo por ela ?
Chegando ao extremo de adoecer física e emocionalmente ?
E como resultado nada se passar ou ainda obter o que se quer e no final se perguntar se valeu a pena tudo o que passou.
Quando isto se sucede, deixamos de seguir o coração e o sincronismo deixa de acontecer, e estamos na contra mão daquilo que é o melhor para nós.
É preciso aprender a ser humilde e saber ver as acções do Universo que vão indicando o caminho a seguir para irmos de encontro ao que é o melhor para nós.
Nem sempre o que pensamos ser o melhor, é o ideal ou de facto o melhor para nós.
Às vezes queremos ou pedimos por coisas que nem de perto e nem de longe nos fazem felizes.
Isto acontece por fazermos o que no adágio popular se chama de ouvidos de mercador, ou seja, só ouvimos o que “queremos”, e não o que “precisamos”.
Do meu aprendizado, os sincronismos só se precipitam quando estamos na via certa para a nossa realização máxima, ou a realização do melhor para nós.
Aprender sobre sincronismo, significa conhecer mais sobre nós próprios, e aprender a ouvir o nosso coração e sermos humildes.
E sempre que estiver confuso sobre o que quer que seja, não hesitar em pedir ajuda para Deus que Ele vai responder.

Sugestão de leitura sobre o tema :
A Profecia Celestina – James Redfield
Psicologia Analítica - Carl Gustav Jung
Nunca Desista de Seus Sonhos - Augusto Cury



Escrito por Jaqueline Reyes às 15h39
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Aceitação

Depois de anos trabalhando sobre "verdades" tais como o amor cura, criamos nossa própria realidade e etc. De repente veio-me uma luz sobre todas estas "verdades", e quis compartilhar com vocês.
Entendi que a chave para a "cura" passa pela nossa aceitação da "doença", do "problema", da "pessoa", do que isto nos quer “dizer”.
E quando digo aceitação, não estou falando de submissão ou de qualquer atitude do tipo "deixa estar" e não pensamos mais nisto até que nos doa tanto que somos obrigados a olhar de frente para o "x" da questão.
A aceitação deve vir da compreensão de que somos mais do que seres humanos. Somos almas que no momento escolheram habitar um corpo humano para poder experimentar "novas" ou "diferentes" formar de viver a vida, de viver Deus em nós.
Quando a aceitação passa pela compreensão, começamos a ver as nossas "lições", escolhas, com mais amor e menos apego.
Entendemos que tudo é uma questão de escolha. Tudo o que nos acontece é por obra da nossa escolha, seja qual for a situação, o sentimento, a vida que levamos.
Você deve estar se perguntando, se o drogado ou o aleijado, se o algoz ou até mesmo a vítima escolheram viver esta ou aquela cena, então onde entra o karma, o dharma, Deus e tantos outros seres de luz ?!
Bem, para começo, Deus e os seres de luz, respeitam o nosso direito inato de vivermos o livre arbítrio. Quando muito eles nos aconselham a tirar melhor proveito disto ou daquilo consoante o que  escolhemos viver. E tanto o karma quanto o dharma estão relacionados com o que desejamos viver. Estas leis são tão mutáveis quanto podemos
aceitar. Porque se vemos a dor como um karma, então será um. Se vemos a dor como um dharma, então será um. A diferença básica está em como aceitamos viver a experiência chamada dor, se com passividade amorosa ou com rejeição e raiva.
Se partimos do princípio que Deus É tudo e Está em tudo, então todos estamos vivendo a experiência de sermos Deus em acção, e nada mais é certo ou errado, as ilusões sobre estas dualidades deixam de existir.
Neste momento damos os primeiros passos para vivermos a verdadeira aceitação, e começamos a trilhar o caminho da cura que nos leva a sermos de novo os responsáveis pelas nossas vidas na Terra. Somos nós quem "dizemos" esquerda ou direita, para cima ou para baixo.
Quem está sofrendo pode simplesmente resolver deixar de sofrer, quem está feliz pode também optar por ser triste. E ambos viveram a outra face das escolhas anteriormente feitas.
A realidade é uma ilusão, a dor é uma ilusão, a alegria é uma ilusão, o tempo é uma ilusão...e isto já diziam os avatares que aqui vieram viver a mesma experiência que hoje nós vivemos.
De repente o que antes era dúvida e anseio, hoje vejo como uma escolha. Experiemente por um minuto que seja, pensar e agir como se tudo fosse uma ilusão e como ilusão que é, tudo fosse mutável conforme você assim o quisesse. O que você faria ? Onde estaria ? Como seria ? Qual seria a sua escolha ?
Aprendi, que por mais que eu saiba e sinta isto como uma verdade, esta é a minha verdade e quando muito posso tentar colocar em palavras aquilo que aceito como a mais maravilhosa das chaves para a cura e a felicidade de ser um dos muitos eus que posso ser.
Aprendi também que por mais que me seja ainda difícil de aceitar as escolhas das pessoas a quem amo, estas escolhas são a melhor experiência alguma vez vivida por eles. E que eles não são as suas escolhas, eles são almas em corpos humanos.
Que a sua experiência nesta vida, seja tão maravilhosa e rica quanto você estiver disponível e disposto para isto.
Sugestão de leitura sobre o tema :
Em Busca da Espiritualidade - James Van Praagh
Gestos de Equilíbrio - Tarthang Tulku
O Poder está dentro de si –Louise Hay
Escuta o teu corpo – Lise Bourbeau
Tudo pode ser curado – Sir Martin Brofmann
Anatomia do Espírito – Caroline Myss




Escrito por Jaqueline Reyes às 11h00
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