quinta-feira, 5 de março de 2015

escrever é uma necessidade... partilhar é um compromisso...

RESPONSABILIDADE E COMPROMISSO.

Quando aprendemos algo e não usamos, estamos comprometendo a nós e também aos outros e deixamos de viver a RESPONSABILIDADE sobre o saber que  adquirimos e faltamos com o COMPROMISSO assumido, consciente ou inconscientemente, com o nosso próximo.
Não precisamos ir longe, podemos simplesmente olhar para o dia de hoje e numa análise breve pensar se correspondemos a responsabilidade que assumimos com quem amamos de os amar, com o trabalho de trabalhar, com os  livros de os lêr, com os amigos de estarmos ali.
Toda gente fala de amor universal, mas quero saber quantos de nós já pegou no telefone hoje e ligou para a mãe e/ou o pai, ou para o filho (a), para o amigo(a) para saber como ele está. E aqui não é preciso amor universal, é amor filial, fraternal...algo muito básico dentro da linha de amor.
Como podemos querer "crescer", evoluir se não conseguimos fazer o mais primordial do caminho que é ser responsável para com o amor que recebemos e responder aos compromissos assumidos com os nossos pais, filhos, amigos...com a vida ?
Eu conheço imensa gente que me fala sobre espiritualidade e liberdade, e que no entanto fazem coisas que até "Deus" dúvida nas suas vidas  pessoais, que não ligam para os seus filhos, que não ligam para os seus pais, que simplesmente negam qualquer possibilidade de credibilidade.
Não estou julgando, só constato que evoluir não é fácil, e que a "ignorância" por vezes seria mais benéfica à grande maioria das pessoas que estão batendo com a mão no peito proclamando o seu grau de espiritualidade.
Conheço pessoas que não possuem conhecimento de nada, mas que realizam verdadeiras "Obras Divinas" no que tange ao compromissos que assumem com os seus, e fazem com amor e um alto sentido de responsabilidade, e mais são felizes em seus "afazeres".
Quando observo um pai ou uma mãe dando a sua atenção plena para o seu filho, sinto todo o amor, compromisso, confiança que ali circula.
A maternidade me trouxe um aprendizado muito maior que algum dia poderia pensar : o compromisso de amar e nunca desistir.
Por isto existem tantos movimentos de pais em busca de seus filhos, de pais que procuram por ajuda para os seus filhos, por isto existem movimentos como as Ongs que procuram através de atitudes responsáveis criar compromissos, elos, comuns à sociedade que pertencem com um objectivo comum : o bem do seu próximo.
É tão mais fácil muitas vezes simplesmente "abrir" mão de tudo e assumir o papel do "tentei mas..."
Dificil é assumir a responsabilidade e o compromisso com as pessoas que estão na nossa vida, com as tarefas que estão no nosso dia-a-dia, com as escolhas que fazemos.
Há muita gente que pensa que espiritualidade é evasão do mundo, é o "fugir" da "maldade" humana, do mundano...
Espiritualidade é acordar todos os dias e tomar o pequeno almoço agradecendo pela vida, é olhar o companheiro dormindo e pensar obrigada meu Deus por esta pessoa na minha vida, é ter preguiça e mesmo assim encontrar forças para ir "a luta". É preparar a comida, limpar a casa, é descansar olhando o sol nascer, é rir até doer a barriga...
Em nenhuma religião está escrito que a pessoa espiritual precisa de "abandonar" o filho, o pai/mãe, de ser "pobrezinho", de "largar" o emprego e ir para o fim do mundo seguir o seu "guru".
Deus através dos seus mensageiros sempre aplicou leis de conduta sérias e responsáveis, sempre reforçou o compromisso, e para podermos viver isto, precisamos de estar na vida. Ou seja, precisamos viver a nossa vida como um todo : físico, emocional, mental e espiritual.
Eu aprendi que por mais amor que se tenha na vida, por mais amor que se diga ter por alguém se  não agir com responsabilidade e compromisso, todo o sentimento é em verdade uma balela.
Um amor, um caminho, uma escolha não pode em última análise sobrepor-se aos compromissos assumidos anteriormente de modo a criar o caos na vida de quem se diz amar.
As vezes em que tomei este caminho, aprendi a duras penas que as pessoas que magoei sofreram, mas eu iria sofrer muito mais com a minha busca do "perdão", porque teria que primeiro perdoar a mim mesma.
Que cada um de nós possa viver as mais altas expressões do amor : responsabilidade e compromisso, de maneira suave e feliz com tudo e todos.
Sugestão de leitura sobre o tema :
Doutrina Espirita - Allan Kardec
Só o Amor é Real - Brian Weiss
Em Busca do Perdão - James Van Praagh


Escrito por Jaqueline Reyes às 09h19
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Metades

De quantas metades somos feitos ?
De quantas metades precisamos para dar os passos necessários a nossa
felicidade ?
Por quanto tempo ainda vamos viver nas metades ?
Se somos feitos de polaridades é porque podemos vive-las sem que isto
signifique subjugar uma em função da outra. Pois ambas são necessárias à
nossa totalidade.
Experimente simplesmente seguir o caminho do meio e ser : Eu Sou
Masculino e Feminino ! Eu Sou Caça e Caçador ! Eu Sou Alegria e dor ! Eu
Sou...  tudo o que desejar Ser.
Quando assumimos que somos  “bom” e “mal”, “claro” e “escuro”, que temos dentro de nós sentimentos de “amor” e “ódio” nos libertamos de paradigmas que nos “obrigam” a sermos “certinhos”, de correspondermos as expectativas de todos e deixando as nossas para um outro dia, uma outra oportunidade.
Ser inteiro, integro com tudo o que se é, precisa de treino diário, de observação constante do que nos motiva para cada acção nossa.
Há muitos cursos e terapias que nos orientam, auxiliam, neste encontro do Eu, do ser quem somos, e que por vezes permanece escondido até mesmo de nós.
Só participar de um curso ou ir para uma terapia também não vai ser a “solução” de todos os “problemas”, mas é o despertar para consciência do ser que você é ou pode vir a ser se trabalhar profunda e regularmente em si próprio.
Eu sempre fico “receosa” com cursos e profissionais que assumem ser aquele método o melhor de todos, o único  capaz de resolver tudo.
Qualquer que seja o método ou o terapeuta é preciso sempre considerar que é a sua vida, e que você deve ser o único a geri-la. Dar o poder sobre a sua vida para quem quer que seja é a via mais rápida para a decepção e a dependência. Decepção porque todas as pessoas são falíveis e só você sabe realmente o que é melhor para si. Dependência porque ao se habituar as “muletas” elas começam a fazer parte de você, apesar de ser exterior a sua pessoa, e cada vez que algo correr menos bem você vai correr para as “muletas”.
Todos os cursos e terapias positivas são integrativas, somam-se entre si e apoiam-se com o intuito de auxiliar a pessoa a encontrar o estado ideal de saúde, bem estar e harmonia o mais depressa e da melhor forma possível.
Duvide sempre de cursos e terapias que “abominam” as demais, um médico, um terapeuta, um psicoterapeuta, um homeopata, um acupuntor, um osteopata enfim todos são importantes. Cada um destes profissionais estudou para auxiliar na saúde de terceiros de forma integral e juntos formam a sinergia necessária para dar todo o apoio necessário no processo de “cura”.
Hoje em dia é muito comum, e bastante positivo, a actuação conjunta de diferentes profissionais e com isto todos ganham em especial o “paciente”. Vemos isto em muitos países como França, Inglaterra, Espanha, Brasil, Canadá e começa a acontecer em Portugal.
Viver de forma inteira significa trabalhar-se de forma a integrar os quatro aspectos do nosso ser : físico, emocional, mental e espiritual.
Cada um dos nossos corpos tem uma função específica para nos auxiliar a estarmos aqui da melhor forma possível. Para viver o equilíbrio é necessário estar em equilíbrio física, emocional, mental e espiritualmente. Ou seja, precisamos alimentar e viver todas estas áreas em nossas vidas diariamente.
Não basta estar na vida é preciso viver a vida e dar o seu melhor neste processo.
Quando você se decidir a deixar de ser “metade”, de certeza vai encontrar o seu caminho para a unicidade e a realização.
Porque a vida é um presente e merece ser vivida como tal, busque ser feliz !

Sugestão de cursos sobre o tema :
Bioconsciência – www.bioatividades.com
Corpo Espelho – www.healer.ch
Método Luise Hay – www.paulapatricia.com


Escrito por Jaqueline Reyes às 09h47
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Sincronismo

Muito se falou e se fala sobre isto, mas do que na verdade consiste este facto ?
Sincronismo no dicionário é : relação entre factos sincrónicos; simultaneidade; coincidência de datas.
O psicólogo suíço e antigo discípulo de Freud, Carl Gustav Jung, interessava-se pelos ensinamentos da alquimia e da astrologia, especialmente nas últimas etapas da sua carreira. As revelações resultantes podem ser encontradas na sua Psicologia Analítica.
O conceito de sincronismo vai para além das explicações puramente causais do mundo – que ainda é o domínio das nossas ciências naturais. Jung argumenta que acontecimentos que ocorrem sincronizados (isto é, ao mesmo tempo) não têm necessariamente de estar relacionados causalmente. Poderá existir, no entanto, uma importante ligação entre eles.
A primeira vez que ouvi sobre o tema foi através de um livro que me veio parar nas mãos através de uma acção de sincronismo que o Universo me presenteou e que passo a escrever.
Estava eu na sala da gerência geral de um hotel onde na época trabalhava, quando entra pela sala a dentro um jovem americano de origem portuguesa que dispara falar que havia sido roubado no hotel. De repente ele começa a olhar para a minha secretária e ao ver as pedras e cristais que tinha sobre a mesma diz-me do nada : você precisa ler um livro que acaba de ser lançado nos USA.
Escreve o nome  num papel e vai-se embora sem apresentar queixa alguma sobre o que havia sido lhe tirado do quarto no hotel.
Passam-se alguns meses eu viajo para São Paulo a convite de uma empresa e durante um intervalo nas reuniões do dia fui caminhar para espairecer e encontro uma livraria enorme numas quadras próximas dali.
Eu que adoro ler, entro, compro uns livros e vou embora. Volto a caminhar e simplesmente perco-me, quando vejo, estou de novo em frente a livraria. Entro novamente e compro mais uns livros. Saí, voltei a caminhar e voltei a perder-me. Já estava eu pensando em ligar para a empresa e pedir que me ajudassem, quando olho e vejo a livraria e na vitrine dela o livro que o hospede do hotel havia me indicado.
Ao ler o livro entendi o que havia se passado e comecei a tomar mais atenção nas acções chamadas de “coincidências”.
O Universo tem muitas e diferentes maneiras de organizar acções para que o que precisa acontecer, aconteça.
Há inúmeros exemplos simples de sincronismo, como pensar em alguém e logo depois encontrar a pessoa num local qualquer, ou a mesma pessoa ligar porque havia pensado em você.
O sincronismo normalmente acontece quando estamos no caminho “certo”. É uma forma de facilitar o nosso percurso no atingir dos nossos objectivos, no realizar dos nossos sonhos.
Partindo do princípio que nada é por acaso, o sincronismo é a chave para as realizações.
Toda vez que nos tornamos conscientes desta chave facilitamos a nossa própria vida, porque seguimos o fluir das energias e não desperdiçamos nem tempo e nem esforço em situações que simplesmente não vão dar em nada.
Mas como podemos saber quando é que está acontecendo sincronismo e quando não ?
Honestamente acho que cada um desenvolve uma maneira particular de conhecer e reconhecer estas acções na própria vida.
Eu aprendi que quando é para ser, tudo flui natural e facilmente. Se eu tiver que me esforçar demasiado para algo acontecer, paro e medito sobre a real importância do objectivo pelo qual estou labutando.
Algumas vezes, a principal lição a aprender sobre a situação é o desapego.
Estar demasiado apegado a um objectivo  pode gerar ao invés de sincronismo, obstáculos que dificultam o realizar do sonhos e geram tensões a todos os níveis.
Já aconteceu de você querer tanto uma coisa, e fazer de tudo por ela ?
Chegando ao extremo de adoecer física e emocionalmente ?
E como resultado nada se passar ou ainda obter o que se quer e no final se perguntar se valeu a pena tudo o que passou.
Quando isto se sucede, deixamos de seguir o coração e o sincronismo deixa de acontecer, e estamos na contra mão daquilo que é o melhor para nós.
É preciso aprender a ser humilde e saber ver as acções do Universo que vão indicando o caminho a seguir para irmos de encontro ao que é o melhor para nós.
Nem sempre o que pensamos ser o melhor, é o ideal ou de facto o melhor para nós.
Às vezes queremos ou pedimos por coisas que nem de perto e nem de longe nos fazem felizes.
Isto acontece por fazermos o que no adágio popular se chama de ouvidos de mercador, ou seja, só ouvimos o que “queremos”, e não o que “precisamos”.
Do meu aprendizado, os sincronismos só se precipitam quando estamos na via certa para a nossa realização máxima, ou a realização do melhor para nós.
Aprender sobre sincronismo, significa conhecer mais sobre nós próprios, e aprender a ouvir o nosso coração e sermos humildes.
E sempre que estiver confuso sobre o que quer que seja, não hesitar em pedir ajuda para Deus que Ele vai responder.

Sugestão de leitura sobre o tema :
A Profecia Celestina – James Redfield
Psicologia Analítica - Carl Gustav Jung
Nunca Desista de Seus Sonhos - Augusto Cury



Escrito por Jaqueline Reyes às 15h39
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Aceitação

Depois de anos trabalhando sobre "verdades" tais como o amor cura, criamos nossa própria realidade e etc. De repente veio-me uma luz sobre todas estas "verdades", e quis compartilhar com vocês.
Entendi que a chave para a "cura" passa pela nossa aceitação da "doença", do "problema", da "pessoa", do que isto nos quer “dizer”.
E quando digo aceitação, não estou falando de submissão ou de qualquer atitude do tipo "deixa estar" e não pensamos mais nisto até que nos doa tanto que somos obrigados a olhar de frente para o "x" da questão.
A aceitação deve vir da compreensão de que somos mais do que seres humanos. Somos almas que no momento escolheram habitar um corpo humano para poder experimentar "novas" ou "diferentes" formar de viver a vida, de viver Deus em nós.
Quando a aceitação passa pela compreensão, começamos a ver as nossas "lições", escolhas, com mais amor e menos apego.
Entendemos que tudo é uma questão de escolha. Tudo o que nos acontece é por obra da nossa escolha, seja qual for a situação, o sentimento, a vida que levamos.
Você deve estar se perguntando, se o drogado ou o aleijado, se o algoz ou até mesmo a vítima escolheram viver esta ou aquela cena, então onde entra o karma, o dharma, Deus e tantos outros seres de luz ?!
Bem, para começo, Deus e os seres de luz, respeitam o nosso direito inato de vivermos o livre arbítrio. Quando muito eles nos aconselham a tirar melhor proveito disto ou daquilo consoante o que  escolhemos viver. E tanto o karma quanto o dharma estão relacionados com o que desejamos viver. Estas leis são tão mutáveis quanto podemos
aceitar. Porque se vemos a dor como um karma, então será um. Se vemos a dor como um dharma, então será um. A diferença básica está em como aceitamos viver a experiência chamada dor, se com passividade amorosa ou com rejeição e raiva.
Se partimos do princípio que Deus É tudo e Está em tudo, então todos estamos vivendo a experiência de sermos Deus em acção, e nada mais é certo ou errado, as ilusões sobre estas dualidades deixam de existir.
Neste momento damos os primeiros passos para vivermos a verdadeira aceitação, e começamos a trilhar o caminho da cura que nos leva a sermos de novo os responsáveis pelas nossas vidas na Terra. Somos nós quem "dizemos" esquerda ou direita, para cima ou para baixo.
Quem está sofrendo pode simplesmente resolver deixar de sofrer, quem está feliz pode também optar por ser triste. E ambos viveram a outra face das escolhas anteriormente feitas.
A realidade é uma ilusão, a dor é uma ilusão, a alegria é uma ilusão, o tempo é uma ilusão...e isto já diziam os avatares que aqui vieram viver a mesma experiência que hoje nós vivemos.
De repente o que antes era dúvida e anseio, hoje vejo como uma escolha. Experiemente por um minuto que seja, pensar e agir como se tudo fosse uma ilusão e como ilusão que é, tudo fosse mutável conforme você assim o quisesse. O que você faria ? Onde estaria ? Como seria ? Qual seria a sua escolha ?
Aprendi, que por mais que eu saiba e sinta isto como uma verdade, esta é a minha verdade e quando muito posso tentar colocar em palavras aquilo que aceito como a mais maravilhosa das chaves para a cura e a felicidade de ser um dos muitos eus que posso ser.
Aprendi também que por mais que me seja ainda difícil de aceitar as escolhas das pessoas a quem amo, estas escolhas são a melhor experiência alguma vez vivida por eles. E que eles não são as suas escolhas, eles são almas em corpos humanos.
Que a sua experiência nesta vida, seja tão maravilhosa e rica quanto você estiver disponível e disposto para isto.
Sugestão de leitura sobre o tema :
Em Busca da Espiritualidade - James Van Praagh
Gestos de Equilíbrio - Tarthang Tulku
O Poder está dentro de si –Louise Hay
Escuta o teu corpo – Lise Bourbeau
Tudo pode ser curado – Sir Martin Brofmann
Anatomia do Espírito – Caroline Myss




Escrito por Jaqueline Reyes às 11h00
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