quinta-feira, 5 de março de 2015

Por mais distante...

...a vida corre numa velocidade que independe da nossa vontade, dos nossos sonhos ou planos. Vai criando pontes e distâncias entre as pessoas que amamos e aquelas que precisamos aprender a amar.
Têm dias que a distância é pequena e depois outros dias em que a mesma distância ganha uma enormidade que nem dá para medir. Já não há só a saudades dos que partem antes de nós, há a saudades daqueles que estão a um passo de nós. Não me parece que a saudades de quem está perto seja menor ou maior do que aquela que sentimos por quem está longe ou já partiu, porque dentro de um momento muito próprio o sentimento de saudades e de amor torna-se tão grande, tão profundo que somos capazes de mais e muito mais.
Hoje é um daqueles dias onde a distância parece pequena e é tão longe. Um dia onde uma parte boa de mim fica alguns largos passos mais longe...
Percebo as razões, as lições, percebo os motivos todos para tal, mas tudo isto cabe num pensamento racional e não num coração com saudades.
Compreendo os maridos ou as esposas que ficam no porto olhando o barco partir, a espera de voltarem... percebo a coragem profunda dos pais que alimentam os sonhos dos filhos dando-lhes asas para voarem mesmo com toda saudades que fica para trás. Posso compreender e perceber tanto a dor de quem fica como daquele que parte, porque já estive em ambas as posições e nenhuma é mais fácil do que a outra, mas todas são necessárias para o crescimento.
Há quem diga que a culpa é deste ou daquele, eu vou mais longe e tento ver o que é preciso aprender para que seja o mais breve possível este aprendizado. Não vejo a culpa em voar, em partir ou ficar, vejo a necessidade da vida e do viver em cada um destes atos.
Quando jovens queremos descobrir o mundo e os mundos dentro dele, é a aventura e a ânsia da vida criando o caos e as certezas de que algures podemos ser melhores ou mais realizados.
Depois o tempo vai se encarregando de nos mostrar que é fantástica esta viagem pelos mundos, mas que aquele porto do qual saímos também tem o seu valor, e aos poucos, por vezes mais lentamente do que deveria ou poderia, vai se criando a necessidade do voltar a casa, do sentir de novo que aqui é o seu lugar.
Por mais distante que se vá, um dia havemos de voltar... por mais que se anule um dia a sua alma grita dentro de você um pedido desperado por viver, por mais que seja forte ou frágil, um dia a sua fortaleza ganha força e você percebe a grandeza de ser quem é, de ter vivido tudo o que viveu... então chega a calma e a paz tão aclamada, tão necessária.
Nunca desista de ser quem é, de viver o que é, de amar e de expressar-se na vida como o ser fantástico e único que é... porque quem o amar,  o fará sempre... e quem não o amar, nunca será capaz de lhe dar o que não tem.
Saudades dos que estão distantes... seja onde for.


Escrito por Jaqueline Reyes às 22h19
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Mudar é preciso...

Quando olho para a trás na vida percebo que todas as mudanças que ocorreram foram em última instância processos que por vezes foram doloridos, lentos, quiça até difíceis ou não mas que me conduziram num crescer. Crescer como pessoa, crescer como mulher, crescer como profissional, crescer como amiga, crescer como companheira, crescer como filha e depois como mãe... todas as mudaças sem exceção me levaram a crescer querendo ou não.
Mudar é um processo que nos faz despir não só o corpo, mas despir a alma. Nos obriga a rever tudo, dos conceitos aos sentimentos, da matéria ao espírito... parace que todas as caixinhas internas são reviradas, são mexidas, são tocadas... não há como mudar sem abrir tudo para criar espaços, para deixar ir, para olhar para tudo aquilo e reviver, repensar...
E nesta fase de re-ver, ver de novo, percebo o muito que caminhei, o muito que ainda tenho que deixar ir... e deixar ir o medo de mudar, o medo do que a mudança pode trazer ou tirar agora não só da minha pessoa, mas dos que amo. Parece que este processo "piora" ou fica mais"duro" quanto mais gente estiver envolvida nele. Por que aí não são só os nossos sentimentos, medos e esperanças, mas daqueles que nos tocam também.
Como pessoa não se chega aos 45 anos sem ter mudado muito, sem ter ganhado e perdido muito, a vida não nos permite isto.
Como mãe é perceber que há muito que posso fazer, mas ainda há mais do que nada ou pouco posso fazer, e então vem um exercício de entrega, de fé e de aceitação que é maior do que a vida. Não dá para mudar sem ter dúvidas e certezas, sem ter medos e esperanças, sem acreditar ou minimamente esperar que seja para melhor.
Álias, sempre acreditei que mudanças são para melhor sempre, ainda que não percebamos muito bem isto no começo. Mas depois de atravessar o túnel escuro, de quem já não está num ponto e ainda não chegou no outro, sempre tem-se aquela sensação de que foi bom, de que valeu a pena.
Acho que mudar para cada um tem um significado, um modo de acontecer que vai desde o suave até o radical, depende das resistências e apegos de cada fase da vida... mas independente do significado tem etapas que não se pulam.
A etapa do querer ou desejar mudar, é um misto de sentimentos que nos invadem gerando uma insatisfação, uma sensação de que algo não está completo, de que o corpo, a mente ou o espiríto precisam de mais qualquer "coisa". E nesta etapa ansiamos ou desejamos mudar algo, por vezes nem se sabe direito o que se quer mudar, ou o que precisa ser mudado. Mas a necessidade está ali presente e tomando forma.
Então o Universo percebe isto, e aqui sempre me pergunto se ele percebe isto antes de nós mesmos e nos inspira a isto, ou se percebe o que sentimos e então começa a soprar os ventos para tal acontecimento. Seja como for parece que tudo vai se encaixando ou desencaixando... mas fato é que os ventos da mudança agitam criam ondas que nos fazem nos mexer.
Não dizem que por vezes só aprendemos a nadar quando a água bate no nosso traseiro?
Quando a água está bem perto, começa a etapa do qual a direção seguir, é o tomar consciência do que de fato queremos ou precisamos mudar. Aqui é preciso humildade, uma humildade de quem se conhece e conhecendo-se desta maneira mais profunda ou honesta, entende que atingiu um limite ou patamar que requer expansão ou simplesmente abrir mão do controle. A pessoa humilde aceita que é hora, aceita que há o tempo de plantar e o de colher, o de nascer e o de morrer. Neste ponto de norte a chave é a honestidade e a prioridade, porque o ego pode se disfarçar de humildade e aceitação, daqueles estados de absoluta abnegação que depois se transformará num agente cobrador de tudo e de todos.
Saber qual é o seu norte, é já ter alguma consciência de quem se é, do que se quer ou pelo menos saber o que não se quer de todo. Grande passo este de saber o que não se quer.
Partimos da necessidade para o norte, mas então entra o compasso de espera, qual é o tempo certo para cada mudança? Quando mudar? Perguntas e mais perguntas, é a etapa do medo. O medo existe não como uma sombra que deveria aterrorizar, mas como um sentimento que nos faz questionar. E se tem uma coisa que é muito importante numa mudança é de fato a capacidade de racionalizar tudo, de pesar tudo, de pensar tudo, de questionar tudo e todos... não dá para entrar num barco de mudança sem estar com os olhos bem abertos. Do contrário o baque emocional e físico podem ser demasiados, e sem estas estruturas mudar se transforma em dor que pode se tornar insustentável.
Passado este tempo do medo, da noite escura da alma, finalmente vê-se alguma luz surgir, a etapa da esperança e criação. Nesta etapa ainda não estamos de todo sem as marcas do "medo" mas já se comece a perceber que o "objeto" do desejo de mudar afinal era algo pertinente. Vem um alívio junto com esta contestação, porque ninguém parte para uma mudança sem ter alguém que nos fique a paulatinamente dizer: será? Olha que lá pode ser pior? O desconhecido é desconfortável?
Parece que o medo que havia dentro de nós fica ali sendo reprisado e repetido por aquele ou aqueles seres de uma forma a minar o estabelecer da etapa da esperança e criação. Então ficamos entre o que queremos e o que já temos. A etapa da escolha clara e definitiva de embarcar ou não no mudar.
Quando se chega nesta etapa da escolha, tem algo interessante, porque quando a acolhemos é uma sensação poderosa de liberdade, de poder, de que tudo podemos. Mas precisamos de estar atentos para não criar ilusões.
Confesso que sou mental para tudo isto, tenho sempre mil perguntas e dúvidas, mil planos e processos...risos... sou a mulher da organização e do controle. E talvez por isto mesmo mudar para mim precisa de ser algo que eu possa minimamente organizar.
E na etapa da escolha a chave é a organização e a fé. É preciso muita fé para dar este passo definitivo de mudar. Porque não sabemos de todo o que nos espera do outro lado da ponte, do outro lado do rio... temos a impressão de que pode ser tudo de bom, mas também temos a sombra do medo dizendo: será?!
Ultrapassadas estas fases todas vem uma que é preciosa, é hora de desapegar, de deixar ir, de dizer adeus... o desapegar já é mais fácil, os anos ajudam nisto. O deixar ir já é um pouco mais complexo porque a idade também nos diz que nem sempre voltamos a ver este ou aquele personagem, tudo mudará e deixar ir é aceitar que tudo muda. Dizer adeus é o misto do desapego com o deixar ir só que numa base muito mais emocional, passional, porque envolvem pessoas que amamos ou não. É aqui que fica o que tem que ficar e parte o que precisa partir, não é processo doce ou suave, é talvez depois da noite escura da alma, a etapa que mais requer fé e amor. Um amor maior do mundo por você mesmo, pela vida, pela esperança de dias melhores.
Estamos quase no final da ponte onde voltar já não é possível e agora é sempre em frente. Avante soldados! Somos soldados das nossas vidas, somos os que lutam para sermos melhores, mais felizes mais realizados.
Quando cruzamos mesmo a linha de chegada que é a etapa do estabelecer-se precisamos estar inteiros, o que nem sempre ocorre porque entre um passo e outros de uma etapa para outra, vamos nos perdendo e achando, vamos nos fortalecendo e enfraquecendo... é a dualidade no seu melhor. Mas chegar do outro lado nos faz ver a luz de novo, é como o nascer do dia que traz esperanças, que traz uma brisa suave de quem diz: bem vindo!
Então, olhamos para trás e percebemos que tal e qual o conto de Platão sobre a caverna, a gente tinha medo de mudar, mas ao aceitar o desafio crescemos muito e temos muito para contar, temos em nós memórias que não possuem preço e que vão contar muito quando só que tivermos forem as memórias do que vivemos.
Sim, mudar dá medo, um medo que nem sempre é facil de se ultrapassar, que nos faz guerrear com Deus e o mundo, até nos rendermos humildemente as evidências de que tudo acontece por obra divina. E somos deuses em ação. Somos frutos das nossas escolhas e escolher mudar é vencer a nós próprios primeiro, e tornar a fé não um ato isolado de oração, mas uma atitude permamente de confiança de que Deus sempre olha por nós.
Hoje sinto que Deus olha por mim, olha pelos meus onde quer que eles estejam. Mas sempre que posso rezo e digo que seja para o nosso bem maior, porque não quero errar com ninguém muito menos com quem amo mais do que tudo.
Que Deus olhe por todos e por você também!


Escrito por Jaqueline Reyes às 05h16
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Escrito por Jaqueline Reyes às 18h39
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Escrito por Jaqueline Reyes às 18h39
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as formas do amor e suas sombras...

...as pessoas falam de amor universal, de aceitação plena, de formas de amor e de amar que por vezes consigo reconhecer, outras compreendo... mas há formas de amar destrutivas onde o ego tem um valor maior do que tudo, até mesmo que a própria pessoa, que para mim só tem um palavra: curar!
Amar, como cada um sabe, é um processo pessoal nem sempre fácil já que nascemos para aprender a amar e perdoar, amar e aceitar, amar e não se perder, amar e dar, amar e receber... o amor tem tantas facetas fantásticas que optar pelo amor e destruição é o próprio desconhecimento do amor, ou então, é o medo de amar. Seja como for, o amor destruição existe para que ambos busquem a cura, a harmonia, a paz dentro deles mesmos... uma paz que não vai encontrar em ninguém mais e em nada que faça.
As pessoas que buscam este tipo de amor precisam aprender lições duras de perdão e aceitação, de autoconhecimento. Afinal o primeiro passo para tudo é olhar para si mesmo e honestamente reconhecer que a sua forma de amar possui linhas destruidoras que podem dar cabo de si mesmo ou do outro. Reconhecer em si esta veia escura é um por si só um trabalho herculeo, pois requer uma honestidade e uma grandeza que poucos se permitem. Mais fácil é dizer que a culpa é do outro, ou ainda que o outro precisa de mudar para adaptar-se a forma destuidora de amar.
Em muitos casos o parceiro acaba por aceitar esta missão de adaptar-se, por amor faz-se muito. Mas ao aceitar isto, assinou o termo que permite ao outro avançar sem dó sobre a sua pessoa, sobre as sua vida e a longo prazo não vai resultar bem, simplesmente porque o instinto de preservação vai falar alto e exigir que este indivíduo lute pela própria vida, pelo ar e espaço que precisa para existir. É quando as crises entre relacionamentos começam por surgir de forma implacável, sem meios de fuga e tão evidentes que os envolvidos se perguntam como permitiram chegar neste ponto.
Como mãe vejo este tipo de amor absoluto e destruidor em muitas amizades que começam por interesses em comum, risadas e boas brincadeiras, então outras crianças se aproximam, afinal quem não quer participar desta galhofa toda?
Pois, mas é que vem ao de cima a sombra do amor destruidor que exige do colega, do amigo, do companheiro uma fidelidade canina do ser só "meu" amigo. Do ficar infeliz porque o outro brinca com várias outros amigos e consegue viver bem comigo e sem o "amigo". A lista de cobrança é tamanha que me pergunto como coube num espaço de gente tão pequeno...
Há meses atrás, tive que dizer pra minha filha que olhasse o que estava se passando com uma amizade que parecia ser tão legal, mas onde a criança em questão criava sempre uma crise a cada vez que a minha filha brincava ou falava com outra pessoa que não a tal amiga. Resultado disto, é que a veia destruidora desta menina tentou de todas as maneiras, até chantagem e mentiras, para que ninguém brincasse com a minha filha. Só andamos aqui a criar seres humanos decentes e dissemos a ela que buscasse por outras crianças, fosse ler para a biblioteca do colégio... enfim que se amasse a ponto de perdoar a menina, mas de criar o seu próprio espaço. Hoje a minha filha tem novas amigas, fala com as antigas, mas aprendeu que amor de louco dura pouco.
Amor de louco é o que muitos adultos praticam quando querem que a pessoa viva só para o casal, ou deixe os amigos, ou deixe a família, há amores onde a pessoa chega ao cúmulo de não querer que o pai ou a mãe dê atenção ao próprio filho... você pode pensar que esta pessoa é má, mas ela não é má, ela está doente.
Aprendi amar as pessoas como elas são, nem tudo me agrada ou nem toda verdade do outro serve para mim, mas tudo bem. Não estou buscando pessoas perfeitas, estou encontrando pessoas que amo pelo que vejo para além do que elas mostram. Não sou boazinha e nem queridinha...risos... só sei que as sombras de todos nós são para serem curadas, tratadas e não elevadas ao expoente da doença.
Tive e tenho que ultrapassar todos os dias as minhas próprias sombras do amor portanto sei bem o que é isto, todos no fundo sabemos, e então aceito os processos de cada um, mas não vou ser nunca conivente com a detruição de quem quer que seja, isto é contra o meu ser.
Posso entender a necessidade da pessoa ir até o limite dela para depois dar a volta a situação, mesmo que para mim o limite pareça demasiado extendido...risos..., mas é com cada um, é o ponto onde cada um se transforma, sai do casulo, da prisão, para as asas da liberdade e vai ser feliz.
O amor tem muitas facetas, tantas que nem dá para enumerar ou classificar, mas sem amor não vamos para lado algum. Então comece por você, ame-se a ponto de não precisar de ninguém mas viver bem com toda gente. Ame-se a ponto de deixar o outro crescer porque você o ama e o quer feliz. Ame o outro a ponto de dar a ele a liberdade de ser quem é, de ir e vir na vida... porque só o amor pode curar.
Hoje entendo que o amor é maior do que qualquer ideia que alguma vez tive e vivo-o da melhor maneira que posso.
Se ama alguém lembra de não destruí-la, não importa o que tenha vivido no passado, não importa a sua história de vida ou escolhas, lembra que uma vez que você destrua esta pessoa destuiu muito mais a você mesma e a sua vida. E começar pelas ruínas é algo solitário...
"...ama o outro como a ti mesmo..." e voltamos ao princípio que sem amor próprio e autoestima estamos fadados a não amar...
Que o amor possa ser a ponte na sua vida.



Escrito por Jaqueline Reyes às 14h23
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que nada nunca se perca...

...que nada nunca se perca da gente é um sentimento dos que vivem longe, dos que gostariam de estar presentes e não podem por qualquer razão.
Olhando para as minhas filhas penso que não as quero perder de vista, que quero poder acompanhar todos os passos, todas as respirações e não por controle, mas para poder viver um pouco mais elas e delas. Vou tomando consciência a cada dia que passa da transitoriedade da vida, do quão fugaz pode ser 365 dias... do quão pouco podemos contra o que nos cabe na vida.
Podemos fazer muitas escolhas dentro de um conjunto de escolhas, mas não podemos criar outras escolhas para além destas... pelo menos não agora e então o jeito é perceber o que de melhor podemos fazer com o que temos, com o que escolhemos ser ou viver. Maktub é isto, já está ou assim é, não tem haver com falta de escolha tem haver com todas as escolhas feitas anterioremente.
Olho para o passado não com saudades, mas com a certeza de que errei, graças a Deus, e que até acertei, também graças a Deus, porque até ter claro para mim que era eu a única pessoa de fazer as minhas escolhas, de tomar conta do rumo da minha vida, deixei ao léu, ao acaso, esta possibilidade infinita de ser feliz ou infeliz por minha responsabilidade exclusiva.
Que nada nunca se perca, é a vontade de abraçar as escolhas todas e dizer que adorava ter vivido a maior parte delas, mas por medo ou por coragem ainda não sei, não fiz aqueles caminhos... o que sei é que não queria perder nada na minha vida. A minha ânsia de viver era maior do que qualquer coisa, o medo de perder também... mas perdi familiares, amigos, perdi tempo, perdi saúde, perdi abraços, perdi amores... perdi muito e tanto.
Por outro lado ganhei tudo o que sou, tudo o que faço, tudo o que escolhi... e estou bem, sou uma sobrevivente de mim mesma com tudo o que isto enceta.
Hoje não queria perder os abraços da minha mãe, mesmo que nem sempre seja fácil ser sua filha... ou ela de ser minha mãe... numa família de mulheres poderosas...risos... nem sempre é fácil ser quem se é. Tenho orgulho dela, mas também tenho muito o que falar...risos... e digo tudo clara e suavemente para ela... não dá para acertar sempre, mas ela me deixou experimentar a vida mesmo quando não sabia o que isto queria dizer no concreto... me deixou crescer e hoje vejo que não é fácil dar asas as minhas filhas... mas ela me deu asas, me ensinou a voar e a querer mais da vida.
É desta mulher que tenho saudades... que nada nunca se perca desta mulher em mim e nas minhas filhas.
Porque um dia chega que só o que fica são as saudades e as lembranças, então é assim... que nada nunca se perca!
A vida nos dá hoje para dizer e viver tudo e todos, amanhã é uma esperança e um sonho...




Escrito por Jaqueline Reyes às 12h04
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Escrito por Jaqueline Reyes às 17h22
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Escrito por Jaqueline Reyes às 14h37
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Escrito por Jaqueline Reyes às 14h17
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crescer...

...acho que se olhar para o tempo vai parecer que tenho cinco anos, que ainda estou no pátio de casa brincando debaixo das árvores a espera dos meus pais virem para o almoço ou chegarem no final da tarde.
Olhando para trás vejo que muito ficou por dizer, acho que sempre fica algo para dizer quando parte alguém, e nem sei bem ao certo o que diria...será que alguém sabe o que diria se soubesse ser aquele o último momento?
Todos os dias digo para as minhas filhas e para o meu marido, para os meus irmãos e amigos, que os amo... amo tanto que preciso dizer sempre para que tenham presente dentro deles como uma impressão indelével que nunca se apagará mesmo quando eu lá não estiver.
Acho que a perda de alguém é um crescer diferente... é um deixar ir o que já não pode ficar... é uma dor e por vezes um alívio... mas que nos faz crescer disto não tenho dúvida alguma.
Quando a minha filha mais velha perdeu o primeiro dente fiquei feliz por ela, porque estava crescendo... mas depois soube claramente que aquele era o primeiro sinal de que ela estava cruzando as barreiras da própria vida e do crescer.
Hoje vejo a minha mãe partindo aos poucos, pela idade, pela saúde, pelas escolhas... pela vida... é um cruzar de outras barreiras que como as barreiras dos que nascem, vivem e morrem nada se pode fazer que não seja estar ali.
Agora é suposto eu ser a crescida e forte e ela a figura mais frágil, mas como viver isto sem ter que crescer muito e tal forma que não há espaço para pedir colo e dizer que tudo bem, o que quer que seja, tudo bem...?
Acho que a vida pode preparar para muitas coisas, nos ensinam a estudar, lutar, semos fortes, justos, honestos, bons filhos, bons amigos, bons profissionais, bons pais... mas onde foi que nos ensinaram que crescer poderia implicar muito mais do que fazer escolhas, mas de aceitar escolhas e aceitar a temporalidade de tudo?
Sempre ouvi a minha mãe dizer que estaria ali para mim, embora nem sempre estivesse fisicamente certamente estava lá dentro de mim. É o que se chama de onipresença...risos... é como dizem as minhas filhas mas você sabe de tudo o que fazemos ou nos acontece... risos... é radar de mãe!
Mãe tem este radar que nasce junto com a primeira célula embrionária do filho e sabe lá quando se apaga... o radar da minha mãe é afinado até raiar o minuto da coisa e embora nem sempre seja fácil viver com isto...risos... é muito bom.
Então de volta ao tema... crescer é um estado de espírito de quem vive de fato a vida, de quem está aqui para as curvas todas da estrada... nada fácil mas importante, porque no final é esta maturidade de dizer para o seu filho que vá ser feliz na vida pois tudo passa num piscar de olhos e de filhos passamos a pais, de pais a avós... e de repente estamos de partida.
Tem horas que ainda estou debaixo das árvores brincando com os amigos imaginários, com o sol queimando a pele, a brisa soprando e os sons dos meus pais chegando em casa e querendo saber das nossas vidinhas...
Porque nem sempre crescer é facil, hoje estou aqui criando forças para crescer mais um pouco.
E a todos que estão buscando esta força digo que com fé, amigos e lembranças a gente chega lá.
Abraço,
Jaqueline Reyes


Escrito por Jaqueline Reyes às 14h08
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até quando caminhar...

...um passo de cada vez, quando fazemos longas caminhadas aprendemos a ver só o próximo passo, não os próximos metros ou o quanto já caminhamos, mas focar no próximo passo.
Há três anos venho aprendendo ou re-aprendendo, ainda fico na dúvida sobre um ou outro...risos..., a focar só no próximo passo e não tentar planear muito ou criar expectativas para além das possíveis ou fáceis de serem realizadas como acordar, comer, falar, buscar filhas no colégio ou ir ter com algumas poucas pessoas que conheço aonde estou a viver no momento.
Para uma organizadora compulsiva que planeou a vida sempre com antecedência é uma lição por vezes dura, e já pensei muito se seria pelo controle ou pelo medo ou ainda pela pouca fé. Mas quem conhece-me sabe que gosto mesmo das coisas organizadas para poder aproveita-las, medo sempre tenho mas consigo avançar mesmo assim é a vida que nos faz ter esta coragem e a fé, bem posso ter muitas crenças ou nenhuma, mas acredito mesmo em Deus e no Universo como algo fantástico. Então fica a pergunta do motivo por ter que aprender a viver só no próximo passo, e veja não é nem plural pois passos seriam já muitas coisas pela frente...risos...
Aos poucos a vida vem ensinando que por mais que eu faça escolhas, assuma compromissos, aceite desafios, no final o tal do livre arbítrio é não um embuste total, mas uma livre escolha sobre escolhas já pré-determinadas, porque muito já estava escrito antes mesmo da gente ser célula embrionária... são as lições, karmas, aprendizados que priorizamos em cada vinda para cá. Sim sou reencarnacionista como crença o que ajuda a explicar muito, mas nem sempre saber ajuda na aceitação do que sabemos ou intuimos.
Já fui daquelas de meditar até cair para o lado para saber o que o futuro poderia me reservar, é o que muitos chamam de futuros prováveis que se pode acessar através de tecnicas como projeção astral ou meditação transcendental... hoje não quero saber o futuro, só quero a paz de poder aceitar o que quer que seja e força para as viver os sobrepor.
A fragilidade me toca, a alegria e a doença também recaem sobre os que amo... ano passado perdi o meu sogro, uma pessoa forte com uma história de vida interessante e que fez o melhor que pode com as possibilidades que tinha... foi um reviver a perda do meu pai, embora tenha sido mesmo duro, fiz por ele o que não pude fazer pelo meu pai. Naqueles dias cresci como pessoa, fortaleci a minha fé em Deus e no Universo, mas chorei que nem criança que perde alguém que ama.
Agora ando as voltas com as escolhas de outras pessoas que amo, mas que não consigo entender as escolhas feitas... sabe aquilo do "casa de ferreiro o espeto é de pau"? Assim ando eu, no meu trabalho ajudo muitas pessoas e amo o que faço, mas porque nem sempre conseguimos ajudar os que nos são mais próximos? Já se fez está pergunta?
Aprendi a não julgar ou subestimar as escolhas e dores de cada um, aprendi a não me julgar ou minimizar as dores que vivi ou vivo, simplesmente porque elas me fazem dar o próximo passo. Aceitar os meus limites enquanto pessoa me ajuda a atravessar as fases onde o julgamento de terceiros se faz presente, ninguém foi um juiz tão severo quanto eu mesma... faz parte da humanidade ser assim... hoje já aceito dizer não sem ficar com muitos pesares, já aceito que o outro não vai atingir a profundidade e a dificuldade de dizer aquele não... e tudo bem. Não sei o que se passa na vida ou na mente do outro, mas seja o que for tenho a certeza de que também não é fácil.
É preciso ir aceitando, não se resignando, mas aceitando as diferenças, as escolhas, as falhas e os acertos de cada um... e amar profundamente a si mesmo para ser capaz de amar ao outro.
Hoje vejo as minhas filhas vivendo este processo de auto-aceitação... é o cabelo que uma tem liso e a outra tem ondulado... é o pelinho nas pernas que é mais do que o da amiga... é o assim e o assado... nossa, como sobrevivemos a adolescência?!?
E quando vejo todo o filme acontecendo, vejo que no fundo a vida tem sido muito simpática comigo, não porque tirou-me as dores, mas porque deu-me modos de as viver e de as ultrapassar a fim de poder acompanhar outras vidas além da minha.
Então quando alguém faz a pergunta do "até quando caminhar"? Só posso responder que caminhamos enquanto estivermos com vida e a vida é maior que o corpo, que está existência... caminhamos porque parados nada fazemos, nada acrescentamos e rem tiramos... caminhamos porque em última instância é o nosso instinto nato.
Não desista de caminhar porque dói, porque perdeu alguém, porque os sonhos são diferentes da realidade... é justamente por tudo isto que caminhamos e vamos percorrendo outros caminhos até encontrar o nosso caminho, o nosso lugar no mundo. Acima de tudo caminhe com fé, mesmo quando tudo parece estar escuro, quando nem se vê onde os pés vão aterrar... caminhe porque de tudo o que pode fazer por você ou pela vida é caminhar!
Caminho da mesma forma que escrevo, por necessidade de expressão da alma.
Aquele abraço.


Escrito por Jaqueline Reyes às 17h28
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certo e errado...


Por vezes, parece que o tempo não passa e outras é tão rápido que quando vejo lá foi o dia e não escrevi o que queria… pode ser que ande na verdade fugindo de escrever já que escrever é uma forma de expor a alma.

Que alma é a que expomos quando fazemos ou não fazemos acontecer na vida?


Eu gosto quando as pessoas ou situações me fazem pensar, me fazem refletir sobre as motivações intrínsecas de cada um e de todos nós de certa maneira. Acho que é como fazer um balanço sobre nós mesmos, sobre as nossas sombras e luzes, sobre os nossos ideais e as nossas ações diárias, a ambiguidade de sermos gente.


Até que ponto podemos ou devemos compactuar com o “certo” e o “errado”, até onde vai a aceitação ou a fé de que tudo está certo como está, de que há um plano maior para cada pessoa, mesmo aquelas que pensamos que não deveriam existir pelo mal que fazem?


Vemos injustiças de todas as formas e mais algumas, pois o ser humano consegue ser criativo no bem e no mal, mas qual é o nosso papel nisto tudo?


Bem, é aqui que começo a falar só de mim, passo para o singular, e simplesmente porque é a forma como vi ao longo da minha existência a vida acontecer.


A primeira vez que me dei conta clara da discrepância social foi na saída de uma revistaria em Foz e foi ver um pai com um criança no colo a pedir por algo para comer, ele não pedia dinheiro, ele pedia comida. Nesta altura eu tinha cerca de 9 ou 10 anos e cheguei na minha casa aos prantos porque alguém precisava fazer algo para o ajudar, e lá fui eu com o meu pai a procura do senhor com a criança para ajudar, mas graças a Deus outro também tinha se compadecido e ajudado. Acho que foi a primeira vez que questionei Deus e a justiça divina, claro que dentro da minha compreensão e educação bem católica.


Lembro da cara do meu pai tentando me explicar que haviam escolhas, que as pessoas as vezes faziam más escolhas e acabavam por pagar o preço delas, ele não queria falar contra o sistema ou fé, mas precisava me fazer entender que tudo tinha um preço a ser pago.


Confesso que levei um tempo para entender o que ele quis me dizer, então passei a ser durante muitos anos contestadora, pensava em mil soluções práticas para as situações e crises… de contestadora a inconformista, sempre buscando por uma solução, não me interessava o problema mas a solução. E claro que com esta busca por soluções passei por contestar Deus, depois por tentar entender como Ele podia deixar acontecer as barbáries todas… busquei aprender sobre outras formas de ver e viver Deus para quem sabe ter alguma luz.


Mas como sabe a vida passa, a gente aos poucos não perde o idealismo mas aprende a viver o melhor que pode com o que se pode ou o que se tem disponível. Crescer num país onde a instabilidade financeira pode levar uns ao buraco e outros aos pícaros do céu num segundo, é aprender que não há segurança em nada que não seja você mesmo e o que faz na vida.


Então comecei a entender algo que é tão claro mas tão difícil de ver, ou talvez de aceitar com a nossa visão limitada da vida ou do Universo, que para haver o preto é preciso o branco, para haver o bom o mal precisa estar presente também, finalmente o conceito da dualidade e complementaridade fizeram-se luz dentro da minha consciência, dentro da minha forma de ver e viver a vida.


Não concordo com os abusos, com a fome, com a mortandade, com a ganância, com a violência seja do tipo que for e contra quem quer que seja, mas percebo que ela tem um papel importante para muitos e não pelo sofrimento que trazem junto mas pela possibilidade de crescimento e evolução. Finalmente deixei de brigar com Deus e passei a lutar pelo ser humano.


A necessidade de ajudar, de fazer a diferença, de buscar solução para mim mesma e para os que me cercam, a certeza de que se fizer a minha parte um dia seremos muitos a fazerem o que é devido e então poderemos fazer a curva que nos colocará no paraíso terreno… pode ser utópico em demasia para muitos, mas não dá para compactuar com o negativo pois seria dar poder as sombras e acredito na Luz.


Nunca fez parte do meu ser compactuar com o aquilo que considero “errado” como o papel de vítima por exemplo, posso ajudar a encontrar formas para sair do buraco mas não posso fazer o caminho de ninguém. Posso fazer muito para quem quer ser ajudado, mas nada posso para além de rezar por aquele que ainda não vê a necessidade de se ajudar.


Esta semana me fizeram uma pergunta sobre o que fazer quando vemos os demais de certa forma “matando” o seu próximo com medicamentos ou ações abusivas de confiança. Primeiro quero agradecer a dona da pergunta, pois me fez ter vontade de escrever de novo, algo que já fazia tempo não realizava e que adoro… enfim, a minha resposta foi dá o seu melhor, esclarece o que puder ou com quem puder, mas não espere que estas pessoas acordem do dia para noite, pois elas ainda estão numa fase onde a sombra é mais do que forte, a sombra é necessária aos que as procuram.


É certo deixar que isto se perpetue? É certo deixar um traficante pelas ruas matando centenas e centenas de pessoas? É certo deixar um violador nas ruas? E ladrões assassinos? É certo deixar um líder de país dizimar uma nação?


Bem, não é uma questão de certo é uma questão de necessário. Eles são necessários para a própria evolução e para a evolução da humanidade. Quem busca pela sombra vai encontra-la de uma forma ou de outra, pois precisa dela como precisamos de ar para respirar, então acabar com esta “raça” não vai resolver. O que vai resolver é cada um fazer o seu melhor, procurar ser o mais correto que possa com tudo e todos, especialmente consigo mesmo. O exemplo pode mudar o mundo, a palavra pode mudar umas quantas vidas, então o mais efetivo é o exemplo é a atitude.


Deus não dorme, Ele só nos dá o que precisamos para sermos melhores, ainda que não compreendamos muito bem.


A fé se constrói com confiança e positividade, o resultado deste trabalho é um ser humano melhor que altera um grupo, o grupo altera uma comunidade, uma comunidade altera uma cidade, uma cidade pode alterar um país e assim por diante.


Hoje vejo o mundo com maior pragmatismo, pois é preciso fazer, atuar, dar o nosso melhor em tudo se queremos viver num local melhor. Não vou mudar toda gente, vou me mudar. Não vou falar para toda gente, mas para aqueles que querem ouvir, não dá para perder tempo, já não tenho todo este tempo. Hoje trabalho para quem quer ser ajudado, para os demais eu rezo, envio Reiki e boas energias para que um dia, se for caso disto, despertem.


E pelo meio do caminho ainda fico inconformada, indignada, ainda discuto com Deus e com o homem…risos… estou só a meio da minha própria transformação…risos… então compreendo que as minhas sombras ainda estão aqui para serem trabalhadas e atraio para mim o que ainda preciso de resolver.

Deus nos dá o que precisamos, mas nós atraímos também… então, se ainda se encontrar com pessoas e situações com as quais não concorda em nada, é porque pode ajudar a si mesma e evoluir, ou ajudar aos que te cercam por meio do exemplo a evoluir.  Seja como for, o resultado é uma só ação: trabalhar!


E com já cantava Raul Seixas: “…tenha fé em Deus, tenha fé na vida…tente outra vez!...”


Vamos tropeçar pois faz parte do caminho, vamos rir e chorar pois faz parte do viver, vamos pensar em desistir pois faz parte da sombra, e vamos finalmente levar os olhos e seguir em frente com força de vontade pois faz parte da nossa Luz.


Que a gente possa sempre erguer-se toda vez que tropeçarmos, e que a gente possa sempre se indignar para podermos buscar as soluções e melhorarmo-nos e fazermos a diferença na vida.


Boa semana. Abraço,

 Jaqueline Reyes


Escrito por Jaqueline Reyes às 16h49
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...mudar e mudanças...

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." - Fernando Pessoa
Acredito que toda mudança exterior acontece por conta das mudanças internas que vão sendo feitas por nós de forma consciente ou inconsciente.
Não há acaso, não há engano... felizmente ou infelizmente mudar e transformar faz parte do processo do sermos gente, de aprendermos e ensinarmos.
Claro que saber disto não faz com que o caminho fique subitamente cor de rosa e fácil, bem que dava jeito, mas não é assim que as coisas acontecem.
Mudar é uma escolha, mudança é quando a gente deixou a chance de escolher por conta de outrem e passa a viver algo que independe de nós mas que nos envolve até ao último fio de cabelo.
Nossa quantas vezes me vejo envolta em mudanças simplesmente porque não soube dizer não, não soube parar um segundo e pensar a partir do meu ponto de vista... pensei no todo e esqueci de que talvez a minha parcela não tivesse a estrutura que pensava para passar por cima de mim mesma e seguir em frente.
A fragilidade das nossas opções vêm ao de cima sempre, portanto tentar burlar estes limites é o primeiro passo para um dia ter que ser confrontado com ela.
Posso entender as pessoas que vão por este caminho, posso admirar as pessoas que já conseguem percorrer outros caminhos que não este.
Estamos todos no encontro do nosso equilíbrio e o que descubro é que o equilíbrio é uma espécie de doce lugar que custa a se chegar, que levamos segundos para reconhecer e a vida inteira para lá fixar morada.
Hoje percebo claramente os dramas pessoais para evitar escolher mudar, o estável e seguro é uma forma de manter uma "falsa paz", que claro gera "falsos filhos"... não é viver uma mentira, é simplesmente não se permitir viver a  totalidade do que quer que seja.
Mas os ventos trazem no ar a necessidade de mudar e contra este elemento não há nada que a gente possa, porque respiramos, porque o ar entra nas nossas entranhas e nos impulsiona a viver esta transformação.
O que aprendi neste ciclo de altos e baixos, de idas e vindas... é que façamos o que façamos não podemos evitar o que nos cabe na vida.
Dei a volta no mundo, caminhei por tanto tempo a espera de que as mudanças fossem suaves mas não pude evitar que a escolha de mudar viesse bater na minha porta.
Como negar esta necessidade? Como não olhar para os efeitos dela?
Mudar já está acontecendo... só não se sabe exatamente onde isto vai dar... mas voltar atrás nem pensar, simplesmente já não é possível... buscar o equilíbrio é a única possibilidade.
Então entre mudar e mudança que seja mudar, que seja por escolha própria, que seja por amor... e que um passo de cada vez para que se possa sempre saber por onde se anda e como se anda...que a travessia seja sempre uma benção para todos.
Jaqueline Reyes




Escrito por Jaqueline Reyes às 22h11
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Olá,

Li e repasso por sentir que a energia que vibram estas informações são de fato da Luz.
Tenho dito já há alguns anos que devemos estar atentos ao que lemos, ouvimos e onde nos “formamos” pois a energia perversa tem muitas vezes a “face bondosa” de quem vai te “engolir” assim que puder, infelizmente é por vezes complicado perceber estas diferenças por mais que se tente explicar. L
Quer nos cursos como nas consultas ou retiros que faço sempre repasso a informação, dou o melhor que puder para que cada um siga o seu caminho com os seus passos.
Embora nem sempre as pessoas “aceitem” isto desta forma, visto que mais de uma vez tive que ser mais “dura” e dizer: caminhe por si só pois as ferramentas já as possui. E sei que quem ouviu ou sentiu isto, num primeiro momento sentiu-se “abandonado”, mas acredita que nunca quis e nunca me permiti ou permiti a quem quer que fosse que me colocasse como guru de nada.
Este não é o meu papel, não é a minha escolha e não é no que acredito.
Eu acredito que sempre teremos pessoas a nossa frente abrindo as portas que precisamos e nos ajudam, mas logo a seguir nós também temos que abrir portas para outros… não dá para ficar numa só porta, estágio, porque a vida segue o seu rumo e nos leva a encontrar outras pessoas, outros conhecimentos… nos leva a viver e caminhar o nosso percurso.
E se caímos na tentação de ser “guru” então podemos cair na “tentação” de pensarmos que sabemos mais do que os próprios mestres, daqueles que nos abriram portas e seguiram em frente com o processo de evolução pessoal e do  planeta.
De todas as pessoas “santas/iluminadas” que conheci e foram muitas que cruzaram o meu caminho físico e energético, todas me ajudaram a ser mais completa em mim mesma e a encontrar o meu guru pessoal ou seja a minha consciência.
Desejo que cada um encontre a sua consciência para que possa existir em paz e realizar o seu melhor na sua própria vida, e com isto fazer a diferença na vida de outros.
Jaqueline Reyes


O QUE PARECE REBELIÃO...  ...É O DESPERTAR DAS MASSASGRUPO ARCTURIANO Canalização: Marilyn Raffaele 05 de fevereiro de 2011

Estamos aqui neste novo dia para lhes falar das mudanças que estão para acontecer no seu planeta.
Vocês estão nos estágios iniciais de muitas mudanças que acontecerão em todo o mundo.
É um tempo em que o que parece ser rebelião, de fato é o despertar das massas para sua liberdade, o que é seu direito.
Agora é o tempo em que, sem saber, as pessoas estão sentindo uma abertura para suas energias superiores, o que faz com que elas sintam a necessidade e o desejo de vivenciar a liberdade.
Isto é, a liberdade da tirania daqueles que dão ordens, liberdade daqueles que os fazem acreditar que vocês precisam deles e liberdade daqueles que os condenam por não acreditarem como eles acreditam.
É uma energia poderosa, queridos, a que está agora despertando muitos para a percepção de que eles são mantidos em cativeiro por poucos.
Estejam atentos aos falsos profetas. Falamos daqueles que lhes falam gentilmente o que parece ser verdade, mas que simplesmente é outro modo de mantê-los em cativeiro.
Por favor, sempre confiem em sua intuição e não se deixem enganar, pois os falsos profetas "estão saindo da toca", por assim dizer, nesta época da Terra.
Muitos espalham medo com revelações sobre o que está para acontecer, e os orientam com falas mansasenquanto os guiam para o medo em relação à guerra nuclear (que não acontecerá como foi decretado pelas energias superiores), catástrofes na Terra (que fazem parte da limpeza da Terra, e que será realizada por Gaia com o máximo cuidado possível).
Estejam atentos para isto, permaneçam centrados no seu interior e peçam orientação para saber qual informação é da verdade e qual não é.
É importante estar informado, porém não deixem que essa ciência vire medo, o que então alimentará todo o quadro.
Entendam, vocês são criadores. Não ponham sua energia nesses aparentes eventos negativos, o que, por sua vez, os potencializa.
Mesmo aqueles que canalizam, a menos que se mantenham puros e plenos de luz, receberão uma mensagem falsa, ainda que pensem que estão recebendo uma mensagem verdadeira.
Mensagens canalizadas chegam através de um canal e contêm a energia do canal. Muitos ainda confundem psíquico com espiritual, e eles não são a mesma coisa.
Há muitos de ressonância mais baixa que esperam pela oportunidade para falar através de alguém.
Com as energias mais elevadas no planeta nesta época, muitos estão ficando cônscios da capacidade de ouvir e ver outras frequências, então eles estão começando a canalizar.
Se vocês escolherem canalizar, SEMPRE MANTENHAM SEU CAMPO DE ENERGIA NA LUZ E DECRETEM QUE VOCÊS SÓ ESTÃO ABERTOS PARA OS SERES DA LUZ.
Isto é muito importante.
Há aqueles que, por ignorância ou ego, estão se abrindo descuidadamente, o que não serve para o seu próprio bem e nem para o bem daqueles a quem eles fornecem suas mensagens.
As mensagens dos Seres de Luz sempre portam uma energia de amor e esperança, nunca de medo ou negatividade, e sempre portam uma energia que os ajudará a entrar nas frequências superiores da verdade. Permitam que isto seja o seu parâmetro, queridos.
Estejam atentos aos falsos profetas.
Esta mensagem não é para preocupá-los, e sim para instilar em vocês a necessidade de recuperar seu poder de discernimento, pois lhes ensinaram e vocês aceitaram que vocês precisavam que os outros lhes dissessem o que é melhor para vocês. Este é um grande passo, porém um passo necessário para a sua evolução.
Vocês nunca precisaram que alguém lhes dissesse o que fazer, deixem que a informação e a orientação seja uma escolha de livre arbítrio vinda de um espaço de se estar interiorizado.
Está tudo bem perguntar àqueles que podem ter mais insight em certos assuntos - certamente isto é a dádiva deles para o mundo - mas sempre se perguntem: “Como isto é sentido interiormente?”
Se não ressoar com vocês, então não se sintam obrigados a aceitar, mesmo que aquele que foi consultado possa ser considerado um perito.
Há muita energia sendo emitida neste momento por seu sol.
Há muitas frequências novas que a Terra nunca experimentou.  E isto está produzindo mudanças em seu pensamento e no seu modo de fazer coisas.
Não acreditem que vocês estão ficando loucos, queridos, como alguns têm acreditado. Vocês simplesmente estão se ajustando às novas frequências de luz mais altas.
Muitos de vocês estão vivenciando dores e tormentos novos e correm para procurar seu médico que lhes diz que ele não vê nada de errado.
Normalmente essas dores e tormentos são limpeza de energias antigas; crenças antigas a respeito de doenças, deterioração, e herança genética - energias de vidas passadas e também desta vida.
É a limpeza dos meridianos de energia e a abertura de portais de energia dentro de seus corpos físicos. Também é a limpeza de seus chakras e a abertura de chakras novos e mais elevados que nunca utilizados.
Muitos de vocês estão tendo problemas com o sono. Isto também faz parte da integração de energia. Muitas integrações devem ocorrer enquanto vocês estão em repouso, mas ainda dentro do corpo. Considerando que a maioria das pessoas está ocupada o dia todo, a noite é o único período em que vocês podem repousar, mas ainda no corpo, ou estão dormindo. Isto realmente é uma boa coisa, queridos, não um problema. Vocês estão acostumados a acreditar que devem dormir a noite toda ou estarão cansados no dia seguinte. Isto é uma crença, as coisas estão mudando. Deixem ir tudo aquilo que é antigo e abram-se para se perguntar: "Isto é realmente verdade?"
Peritos trabalham com a energia tridimensional do que já é conhecido. Muito do que vocês estão vivenciando agora não é conhecido.
Ideias novas estão chegando a muitos de seus cientistas mais iluminados, mas eles estão se mantendo em silêncio sobre isso por enquanto, ponderando essas coisas dentro deles.
Deixem ir sua dependência dos chamados peritos, pois esta dependência é o que os meteu em muitos dos apuros em que vocês se encontram agora.
Isto não é um julgamento, mas uma explicação de como a antiga energia comandava suas vidas, porque vocês acreditavam precisar de algo externo a vocês para lhes dizer como viver.
Vocês são seres de luz na sua verdadeira essência. Agora é hora de reivindicar o seu verdadeiro eu.
Para assim o fazer, vocês não devem ter medo de liberar de seu sistema de crença tudo aquilo que não mais ressoa com vocês.
Os peritos simplesmente são as pessoas que se dedicaram a um determinado assunto.
Se esse assunto foi totalmente estudado na energia tridimensional de dualidade e separação, então não se trata de um nível superior no qual poderia ser estudado. Certo?
Por favor, ponderem isto, queridos. 
Em amor, dizemos que nós somos o Grupo Arcturiano.http://www.onenessofall.com



Escrito por Jaqueline Reyes às 11h15
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ser feliz dá trabalho

Já tiveram a sensação de que as pessoas estão escolhendo sofrer ao invés de viverem e serem felizes?

Ouço muito gente a “reclamar” de que “agora não é a hora”, “isto não é suficiente”, “deveria ter sido assim”…enfim milhares de “desculpas” com o mesmo propósito: boicotarem-se.

Se perguntar para as pessoas que vc consideram um “exemplo” de realização, vai verificar que todas elas tiveram que abrir mão, perdoar, aceitar e trabalharem muito em muitos aspectos para conseguirem o equilíbrio entre o sonho e a realidade.

É interessante ver as pessoas passarem a vida na procura da “alma gêmea”, e esquecendo-se de viver, amar e ser amado, tudo em função da(o) “tal”. E se por acaso tiver a sorte de encontrar-la(o), vai deixa-la(o) ir porque o medo de se envolver com esta pessoa é demasiado grande, os riscos são imensos, porque numa relação de amor não há rede de segurança e nem garantias.

Amar e controlar não fazem parte da mesma equação.

Vejo pessoas de muitas idades que olham para o passado e descobrem que por medo ou por “pré-conceito” não se permitiram viver o amor.

E o preço disto muitas vezes são as famílias disfuncionais, ou crianças com padrões de comportamento distorcidos.

Por outro lado, vejo inúmeros casamentos pela “metade”. Está se perguntando o que é um casamento pela metade?

Casamento pela metade, é aquele onde as pessoas entram já sabendo de antemão que não estão de todo envolvidas. O que está em questão aqui, é se o outro sabe e aceita esta meia relação, ou se vc para além de se enganar está enganando o outro?

O medo de errar faz com que se erre, tão simples quanto isto. É a lei da atração no seu melhor.

Se não queremos viver os “casamentos” dos nossos pais, por qualquer que seja a razão, precisamos primeiro entender que os dois tiveram escolhas, e que nem sempre aquele q desiste é o mal da fita… muitas vezes é preciso tanto ou mais coragem de sair fora de uma relação meio viva, que consome em discussões, em desilusões… Portanto não é julgando que aceitamos, mas é se colocando no lugar de cada um… não há vítimas, existem sim pessoas que adoram o papel do frágil para poderem “manipular” consciente ou inconscientemente os outros e com isto obterem o que precisam: atenção, amor… o que quer que seja.

Uma coisa é escolhermos aprender e viver  com o  que se têm, outra bem diferente é por “medo” não abrir-se para viver.

Não sei quantas vezes por medo deixei de fazer montes de coisas, algumas dou graças a Deus e outras estou aprendendo a viver com o preço delas.

Hoje, vejo que as nossas escolhas podem ser feitas a toda hora, e que não existe hora certa ou errada… existe um momento onde precisamos escolher e depois pagar o preço da escolha.

Mas é duro ver isto em pessoas que têm tudo para serem felizes… é um sentimento de aceitação que ando aprendendo.

Não sei se existe uma regra ou um código com diretrizes do que se fazer ou não se fazer, mas é certo que dentro de cada um de nós há uma chama que clama por ser vivida.

Viver esta chama, é dar o salto e trabalhar para ser feliz.

Eu acredito num Deus fantástico, e por isto mesmo acredito que todos nascemos para sermos felizes e realizados. Mas isto dá muito trabalho, e esta é a nossa parte no acordo de nascer/viver/morrer.

Se quiser pílula dourada, vai perceber que não existe… mas se quiser trabalhar em si e na sua vida, vai perceber que existem montes de pessoas que podem ajudar… sendo a primeira delas vc mesma.

Fica o desejo de escolhas felizes!

Abç,

Jaqueline Reyes



Escrito por Jaqueline Reyes às 09h39
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